sábado, 7 de fevereiro de 2009

para que serve?

Para que serve o Secretário Regional da Presidência ter assento na comissão bilateral de acompanhamento do acordo da Base das Lajes (o chamado acordo de cooperação e defesa)?
É que se está lá, devia ser para defender e colocar as questões que são específicas ao arquipélago em relação à presença militar americana. Não é para guardar respeitoso e comedido silêncio em relação às intenções americanas de criar zonas de treino de caças, sabe-se lá com que consequências ambientais, ou para tranquilamente amachucarem a lei laboral portuguesa, ou para acrescentarem valências à base que vão criar ainda mais constrangimentos ao aeroporto e incómodos aos praienses. Não é para "comer e calar" enquanto os americanos usam o território açoriano para transportar as vítimas dos seus raptos internacionais para prisões ilegais.
As boas relações têm de construir-se em bases de respeito mútuo. Ninguém com um mínimo de bom senso (excluindo o BE, portanto) contesta que a Base é fundamental para a economia terceirense. Nem é isso que está em causa! Os americanos precisam da base, que se torna cada vez mais essencial à sua estratégia de defesa, mesmo sob a administração Obama.
Pelo contrário, o momento é de aproveitar isso e conseguir mais contrapartidas para os açorianos. Contrapartidas que podem ser directas, financeiras, ou mesmo passar pela revisão da desumana política de deportações que os EUA têm levado a cabo, com grandes impactos negativos na nossa sociedade.
Mas, André Bradford prefere o solene silêncio institucional do aluno bem-comportado, a postura servil do pobrezinho de mão estendida para o calafona carregado de dolas. Assim, para que serve?

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