quinta-feira, 30 de abril de 2009

fazer de Maio a nossa lança

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos



Amanhã, 1º de Maio, milhões de mulheres e homens de todo o mundo saem à rua não por causa do passado, mas por causa de um futuro melhor. Porque a história não para e são esses mesmos homens e mulheres que a fazem.


6 comentários:

Anónimo disse...

O que certo tipo de gente fez ao Sr. Vital Moreira, em plena via pública e à revelia dos direitos constitucionais que todos temos, é execrando.

Foi para isto que se fez Abril?

Tiago R. disse...

É verdade.
Mas com honestidade temos de reconhecer que a atitude de Vital Moreira, passeando-se ao lado da manifestação, distribuindo propaganda eleitoral do PS foi, pelo menos, provocatória.

Ricardo Ferreira disse...

O PS foi convidado pela cgtp para ir à manifestação. O PS nomeu a sua delegação e assim aconteceu...

Tiago R. disse...

Sendo verdade que o PS é livre de indicar quem quiser para o representar, o facto é que Vital Moreira nem sequer é militante do PS. (Será que não havia dirigentes do PS que estivessem disponíveis?)
O facto de terem nomeado o candidato é, no mínimo, deselegante e, no máximo, baixo oportunismo político.

Ricardo Ferreira disse...

Concordo com a teoria do oportunismo polítoc da parte do PS. Existiam militantes do PS para irem À manifestação.

mas as reacções primitivas só se deram porque Vital Abandonou o PCP e sabemos muito bem como o PCP na boa tradição soviética, não lida bem com quem sai das suas fileiras...

Foi exactamente o que se passou.

Tiago R. disse...

Penso que não terá tido só a ver com o facto de Vital ser dissidente do PCP. Qualquer figura pública do PS correria o mesmo risco, por causa da revolta que as pessoas (e os trabalhadores em particular) sentem com a política de José Sócrates.

O PCP não lida bem com quem deserta das suas fileiras. É verdade. Porque ser comunista é (deve ser) um compromisso muito sério e muito profundo com um conjunto de ideias e convicções, mas também de lealdade e camaradagem com um conjunto de pessoas. E portanto, muito aqui se joga também num campo emocional.

Mais do que revolta para com os dissidentes, o que se sente é mágoa.