terça-feira, 28 de abril de 2009

Hamlet Ferreira Leite


Deve ser uma dúvida difícil para a líder do PSD, depois de o PS ter absorvido os conteúdos e as bandeiras políticas tradicionalmente social democratas, depois de anos na oposição, o suave perfume do vislumbre do poder há de ser muito tentador...

Por outro lado, denunciar esse secreto anseio a 6 meses das eleições está muito para lá do tiro no pé. É mesmo um suicídio eleitoral em toda a forma.

As coisas não estão mesmo nada bem para MFL. Algo está mesmo podre no reino da Dinamarca...

2 comentários:

Anónimo disse...

A Liberdade está ferida…mas não morreu
28 Abril 2009 [Opinião]

No dia da Liberdade, publicámos um editorial contendo uma reflexão sobre o 25 de Abril, trinta e cinco anos depois.
O que escrevemos e agora reafirmamos não visou pessoas em concreto. Assentou em factos e a partir deles, livremente exprimimos o a nossa opinião e o que milhares e milhares de pessoas pensam e sentem, mas que não dizem porque não têm espaço para o fazer, ou porque lhes falta a coragem para romper a mordaça que as circunstâncias lhes impõe.
A Este propósito o Presidente do Governo no dia 25 de Abril disse:
Ainda hoje vi um título de um órgão de imprensa regional dizendo que a Liberdade estava ferida de morte. A Liberdade está tão viva e tão pujante que é possível ter títulos destes sem o editorialista ir para a prisão.
O que disse o Presidente do Governo é grave, não pelo ataque que faz, mas pelo pensamento que revela.
O Presidente fala do título e não do conteúdo ou da reflexão em si. Se não fala do conteúdo é porque não leu, ou se leu concorda com ele. Se leu apenas o título e a partir daí disse o que disse, então manifesta uma ligeireza na análise não condizente com a responsabilidade da função.
Pensar-se que o título do editorial do Correio dos Açores é matéria de ir parar à prisão é uma atitude própria do pensamento totalitário que o 25 de Abril de 1974 matou e que o 25 de Novembro de 75 enterrou.
Prezamos acima de tudo a liberdade e por ela nos batemos. Arrisquei a minha vida e a vida da minha família, com duas bombas em casa que me destruíram bens e haveres, mas nunca verguei perante as ameaças e as intimidações.
Nunca andei, em nome da revolução de braço dado com aqueles que queriam uma revolução totalitária. Nunca desfilei pelas ruas a pedir a prisão de concidadãos meus por pensarem ou por defenderem projectos políticos diferentes daquele que defendia e defendo. Sempre convivi e trabalhei com pessoas que politicamente pensavam de forma diferente da minha e nunca me dei mal porque por isso, pois só enriquecia o meu trabalho. Ninguém é detentor único da verdade e quem pensa que é dono dela há-de provar depois o travo amargo do seu engano.
A liberdade só é liberdade quando se respeita a liberdade dos outros. Quando se pensa na prisão por livremente se pensar, a liberdade está ferida de morte.
Bem alto dizemos o que disse o poeta Adriano Correia de Oliveira: Não há machado que corte a raiz ao pensamento

Autor: Américo Natalino Viveiros

Tiago R. disse...

Apesar de não concordar, agradeço o contributo, mas não tem, de facto, nada a ver com o post. Devia apagá-lo, mas desta vez não o farei.