segunda-feira, 20 de abril de 2009

o lado negro de Vital

Em ritmo de twitter, não resisto a comentar o debate entre os candidatos ao Parlamento Europeu a que assisto no canal 1.

Face à contestação, Vital mostrou o seu lado negro. Hesitação, ausência de argumentos, vitimização infantil e, sobretudo, fugindo, como o diabo da cruz de discutir as políticas que o PS aplica em Portugal, como se não tivesse nada a ver com isso.

Perante a sólida argumentação de Paulo Rangel, Vital Moreira insulta-o com as divisões internas do PSD. Perante a elegância de Nuno Melo, Vital Moreira insulta-o acusando-o de apresentar números falsos. Perante a contundência de Ilda Figueiredo e mesmo perante a poética demagogia de Miguel Portas, Vital limita-se a tentar contra-atacar com tíbios argumentos sobre o facto de PCP e BE pertencerem à mesma família europeia.

Vital conseguiu ser esmagado e ficar sem resposta perante todos e cada um dos outros candidatos, ficando, desesperado, a brandir o único e disparatado argumento que lhe ensinaram no Largo do Rato: "quem critica as políticas europeias e o tratado de Lisboa é anti-europeu!"

Fraco. Muito fraco. A máscara do intelectual, ponderado e tolerante (que Vital nunca foi) caiu mais depressa do que eu esperava... Não fossem as escandalosas ajudas, tipo 112, da jornalista(?) Fátima Campos Ferreira e a animada claque socialista para quem a produção do programa reservou as primeiras filas da plateia, e o desastre teria sido ainda pior!

2 comentários:

Rogério Paulo Pereira disse...

Caro Tiago,

Também assisto e concordo consigo.

Tive um professor que me dizia muitas vezes que só os "burros" não mudam de opinião.

Mas confesso que não aprecio alguns "recauchutados" que agora se movimentam no PS, casos do Vital Moreira, do Pina Moura, do José Magalhães, etc..

Não me revendo no PCP, prefiro e respeito muito mais a coerência, às vezes quase roçando a obstinação, de homens como Cunhal.

Tiago R. disse...

O meu problema com Vital Moreira não é o ter saído do PCP. Entrou livremente e saiu livremente.

O problema é a falta de credibilidade e solidez dos argumentos.