sábado, 25 de abril de 2009

onde é que você estava no 25 de Abril?


[Reportagem TVI que, infelizmente, não identifica os profissionais que a produziram]

De lá para aqui, o que mudou? O mundo mudou? Eles mudaram? Mudámos nós? Mudaram as nossas expectativas que eram tão grandes? Acomodámo-nos ao Abril possível? Ou passámos a achar impossíveis as esperanças de Abril?

De lá para aqui, o que mudou? Tanto... E tanto que ficou por mudar...

A 25 de Abril de 1974, eu estava apenas nos olhos esperançados de dois jovens que, não muito tempo depois, se tornaram meus pais.

A 25 de Abril de 2009 sei onde vou estar. Ao lado da minha gente, dos meus iguais, ombro a ombro, braço a braço, sem desistir de agarrar os impossíveis que a manhã de Abril nos prometeu.

E você? Onde é que vai estar no 25 de Abril?


17 comentários:

Anónimo disse...

Tudo muda na vida.
Só os burros é que não mudam.

Até a URSS, farol do mundo socialista, para santa mãe Russia mudou.

Até a ordodoxa Albânia, luz do mundo marxista leninista, é fã incondicional do capitalismo.

Onde é que estas gentes andavam há 15 anos atrás?

Tiago R. disse...

Desde quando é que a Albânia foi alguma vez marxista-leninista???
(era de inspiração maoista!)

E você? Quando é que deixa de ser ignorante???

Carlos Santos disse...

Ficou mesmo muito por mudar. Por favor leia isto:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/04/houve-ontem-quem-louvasse-o-regresso-da.html

E se achar tão grave como eu faça um post com este link. Quanto mais gente vir o que há quem pense por aí melhor servimos abril.
Carlos

Tiago R. disse...

"O Valor das Ideias" já está linkado à esquerda neste blog.

E com inteira justiça e interesse.

Anónimo disse...

A URSS, a Albania, a Roménia, a Polónia e a Bulgária, farois luminosos na escuridão capitalista, derreteram-se.

Resta a "democracia" cubana, onde o poder transita de irmão para irmão, e o paraíso hereditário norte coreano do grande líder Kim Jong Il.

Quem é que é ignorante?

Tiago R. disse...

Se se trata do mesmo anónimo que fez o primeiro comentário, então sim, VOCÊ É IGNORANTE, porque mistura regimes políticos completamente diferentes, sem perceber muito bem do que é que está a falar.

Depois, não resisto a elogiar também a coragem do seu anonimato. (não tenha medo! Não persigo ninguém pelas suas opiniões!)

Por fim, vejo que o que não lhe interessa é falar no 25 de Abril. Está com azar!

Anónimo disse...

Pouco mudou a meu ver. Estamos todos os anos a falar no 25 de Abril tal como falamos saudosamente quando descobrimos mundo aos Mundo. Isto é, falamos sobre o 25 de abril e as liberdades mas, cada vez mais vivemos uma democracia-ditaturial, ou seja, falamos porque somos livres mas depois ficamos marcados e quando puderem....

Tiago R. disse...

A sua denuncia está certa.
Agora falta a acção para transfomar essa realidade.

Anónimo disse...

A propósito da consequencias da revolução abrilina, recordo um milhão de criaturas mortas ou esfaceladas para o resto das suas vidas nas guerras civis que se sucederam em Agola, Moçambique e Guiné. Um desastre, precipitado pela deboche revolucionário comunista que se vivia então em Lisboa!
Isto para não falar no genocidio de mais de 100 000 mil portugueses de raça malaia, abandonados pela libertadora revolução, às goelas indonésias em Timor. Uma tragédia que nos envergonha.
Isto para não referir a tragédia dos caboverdianos e sãotomenses, obrigados a engolir uma independencia de fantochada, sem lhes perguntarem o que queriam.
E os milhares de brancos, portugueses como todos nós, que fugiram das suas terras, deixando tudo o que tinham para trás?

Os cravos abrilinos, meu caro, tingiram rápidamente de sangue.

Tiago R. disse...

pensava que já não existiam fascistas do seu calibre, caro anónimo!
Mas, respondendo aos seus disparates:
- culpar os portugueses pelas guerras civis africanas é um bocado forçado, não acha?
- quanto aos "portugueses de raça malaia", nem portugueses (não o são, nem sequer o falam, na sua maior parte), nem "raça" (que é coisa cientificamente provada que não existe!)
Quanto à independência de São Tomé e caboverde, pergunte-lhes o que é que acham.
Quanto aos portugueses que lá estavam, tiveram bastante sorte não em nunca terem sido julgados pelos crimes que cometeram, numa terra que roubaram aos seus legítimos donos: os africanos.

(puf! tanta cera para tão ruins e defuntas ideias!)

Anónimo disse...

Tive um primo que morreu pela sua pátria na Guiné.
Haja respeito!

Portugal era sinónimo de progresso e estabilidade nos seus territórios africanos. A revolução abrilina, representou para esses povos (portugueses como nós) guerra, opressão de ditaduras comunistas e um subdesenvolvimento crónico, que ainda hoje os assola.
Não foram os portugueses os responsáveis por isso. Foi a camarilha comunista que na altura t assumia o poder em Lisboa.
É preciso não esquecer que em Abril de 74 os territórios portugueses africanos era, logo a seguir à África do Sul e Rodésia, as zonas do continente negro onde melhor nivel de vida se tinha.

Os portugueses de raça malaia, por amor à sua pátria, eram incapazes de pisar a sombra da bandeira de Portugal. Foram cobardemente traídos, para nossa vergonha colectiva.

Na altura é que era preciso ter-se perguntado se os caboverdianos e sãotomenses queriam ou não a independencia. Democráticamente entregaram-se esses povos a regimes comunistas, onde quem discordava era perseguido. Hoje? Bem vá hoje a S. Tomé e veja o que é corrupção e subdesenvolvimento e depois fale.
Os portugueses que estavam em África tinham lá nascido. Tinham tanta legitimidade de viverem na sua terra como ^qualquer um de nós tem de viver na nossa. Foram espoliados, maltratados e traídos, por um exército que tinha por obrigação defendê-los.

Meu caro.

Estive na Jugoslávia e Bulgaria comunistas. E estive lá o ano passado. Nada melhor do que falar com as pessoas, para entender.
Vá lá e pergunte como eram as ditaduras do proletariado que os mais antigos elucidam-no.

Tiago R. disse...

Portugal nunca teve, até aos anos 60 a mínima preocupação de desenvolver os territórios africanos que eram apenas os sítios para onde se deportavam condenados. Nem uma estrada, nem uma escola, nem um hospital, tirando nas respectivas capitais. Progresso??? E que raio de progresso era esse sem igualdade.

Quanto aos brancos que foram para lá, ambos sabemos muito bem, que foram para "por o preto a trabalhar" e tentar enriquecer depressa, como aliás os portugueses sempre fizeram, desde o século XV! Os africanos das colónias portuguesas foram especialmente brandos e condescendentes por os terem deixado partir sem represálias, ao contrário do que aconteceu, por exemplo na República Centro Africana.

Se estamos limitados à escolha entre o colonialismo fascista e a Bulgária comunista, então estamos muito mal...

Os seus argumentos são incríveis. Parece que recuei 50 anos no tempo. Há muito que a história os ultrapassou, meu caro...

Anónimo disse...

andam por aqui a perder tempo com um funcionariozecp que ainda recebe a jorna em rublos.... e mesmo assim uiva loas aos defuntos grandes líderes.... já não há bilhetes!

Tiago R. disse...

Adoro a vossa coragem de anónimos e a forma como desistem da discussão quando se esgotam os argumentos. Lindo!

Anónimo disse...

Eu não desisto.
Contacto frequentemente com gente dos ex-paises comunistas. bulgaros, romenos, polacos, checos.
A opinião parece unanime: comunismo nunca mais.

Meu caro.
Julgavas que já não havia Portugal? Ainda há.
Ainda há quem goste da sua pátria e sinta orgulho em ser português.
A herança que os portugueses deixaram no mundo, não os envergonha meu caro.

Vá a Angola, a Moçambique, a Sao Tomé, a Timor, a Goa, a Macau, a Malaca, à Formosa, ao Ceilão e diga que é português. Vai ver como o tratam com respeito.

Tiago R. disse...

Ainda há, mas parece que não são muitos e não estão a ficar mais novos.
Como as suas ideias, aliás.

Anónimo disse...

É por isso que andamos no atoleiro que se vê!
Droga. Adolescentes grávidas. Delinquência. Desrespeito pelos mais velhos.

Tudo gloriosas conquistas de Abril.