segunda-feira, 27 de abril de 2009

património mundial ou sorte de varas: agora escolha

Não consigo perceber como é que pode ser admissível a realização de touradas - e especialmente de sortes de varas - numa cidade Património Mundial.

Se, por um lado, nos interessa a distinção dada pela UNESCO a Angra do Heroísmo, temos também de aceitar os posicionamentos da UNESCO, por exemplo a Declaração Universal dos Direitos dos Animais. Não faz sentido uma coisa sem a outra. E por isso estou completamente de acordo com a Associação dos Amigos dos Açores.

Penso que esta questão da sorte de varas nos coloca perante a pergunta: afinal o que é que é mais importante?

Sermos mundial reconhecidos por aquilo que temos de profundamente nosso, original e único, ou sermos mundialmente reconhecidos como um povo atrasado, com tradições culturais bárbaras e onde a vontade de uma minoria privilegiada fez com que perdessemos uma distinção da UNESCO?

Agora escolha!

2 comentários:

Formigarra1 disse...

Sorte? Qual sorte!? Azar na fase das varas. Usar as expressões dos amantes da crueldade é subscrever as suas teses de que os animais não sofrem quando são espetados por ferros de vários centímetros.

As farpas ficam pendutrados na carne, presas como um anzol, balançando violentamente com as mudanças de velocidade e direcção.

Anónimo disse...

Nos Açores, reparem bem, discute-se a melhor metodologia para esfacelar o lombo dos toiros. Como se não tivesse-mos outros problemas.

Cabeças senis.