quinta-feira, 7 de maio de 2009

apoiar quem estuda

A proposta do PCP que visava criar um regime excepcional de isenção de propinas no ensino superior foi hoje chumbado no Parlamento. Também outras propostas semelhantes da restante oposição foram chumbadas pela maioria cega e obediente.

Era uma proposta que fazia todo o sentido até porque milhares de jovens estão a abandonar as faculdades devido a dificuldades financeiras. As propinas são uma gota de água no orçamento das Universidades, mas fazem muita diferença a quem está a estudar, ainda para mais nestes dias de crise e desemprego.

Mas, se calhar, mais perto das eleições legislativa o PS ainda aparece com um projecto igual...

Fica o registo da boa intervenção de Miguel Tiago, um dos mais jovens, senão o mais jovem, dos deputados na Assembleia da República.

4 comentários:

Tibério Dinis disse...

Confesso que não conhecia o deputado, nem o seguia, foi uma surpresa positiva. Tinha bons registos dos deputados jovens do PS e do BE, junta-se agora Miguel Tiago ao leuqe de bons parlamentares jovens.

Sobre o tema em si, sou claramente a favor a um aumento do número de proprinas, até porque muitas autarquias constantando as dificuldades dos jovens e famílias já atribuem bolsas de estudo e na minha opinião esta função tem que caber ao Estado e não às autarquias. Mas, face à inoperância do estado, claro que sou prontamente a favor da intervenção das autarquias. Nos Açores até temos bons exemplos de autarquias com bolsas de estudo e o tema promete entrar na agenda dos candidatos agora nas eleições daquelas que não têm bolsas.

No entanto, há outra tónica neste assunto, é que mesmo as bolsas que existem os processos são demorados e longos. Por exemplo a Universidade Técnica de Lisboa só agora é que está a dar o resultado das candidaturas, os estudantes vão receber as bolsas já na última época de exames. Os processos são demasiado complexos e exige-se demasiada papelada e vasculha-se toda a vida familiar, o que acaba por afastar muitos jovens que como eu, até poderiam ter bolsa, mas apertando o cinto e com menos umas saídas à noite e sem um telemóvel novo até aguentam.

As bolsas têm que ser rápidas, a maioria do dinheiro das bolsas chegam as carteiras dos estudantes já no 2º semestre, ou até mesmo no fim do ano lectivo. Prioritário, mais do que aumentar o número de bolsas é criar um simplex para os processos, que seja justo e rápido.

Outro assunto importante são as bolsas de mérito, nos últimos tempos a esmagadora maioria é atribuida a quem não tem nenhuma dificuldade, a betinhos, que andaram nos melhores colégios privados, têm explicadores e todo o material de estudo possível e imaginário. Se é para isso que serve o mérito prefiro extinguir estas bolsas e que estes fundos sirvam para ajudar quem precisa, andou na escola pública, não tem explicador e não tem dinheiro para ter todo e mais algum material de estudo.

Haja Saúde

Anónimo disse...

Toda a razão.
Três pontos fundamentais:

- Não compete às autarquias a atribuição de bolsas;
- As bolsas das universidades são complicadas, burocráticas e chegam com atraso;
- As bolsas de mérito não servem para nada.

Pedro Gama disse...

claro que fazia todo o sentido aprovar uma lei deste tipo mas obviamente que este governo nunca aprovara nada semelhante.

http://www.estadodeduvida.blogspot.com/

Anónimo disse...

especialmente se for proposta pelo PCP!