sexta-feira, 8 de maio de 2009

Rangel

As sondagens valem o que valem, mas creio que a subida do PSD é inseparável da figura de Paulo Rangel.

Pese embora as enormes discordâncias ideológicas, tenho de reconhecer que Rangel já há bastante tempo se vinha afirmando como, um orador excelente, um político inteligente, credível, bem preparado sobre os assuntos, em suma: um parlamentar temível. E penso que tem conseguido com brilhantismo fazer a transição do discurso parlamentar para o discurso de candidatura, afastando-se do tom tecnocrático do hemiciclo e encontrando formas simples e inteligentes de comunicar mensagens que, creio, têm passado bem.

Talvez por isso os seus adversários, Manuel Pinho recentemente e Vital Moreira em pleno debate televisivo, se vejam forçados a recorrer ao insulto contra Rangel, que não conseguem vencer pela argumentação. O PS tem razões para estar preocupado. Há muito tempo que não saía de S. Caetano à Lapa ninguém com este nível.

Até onde é que Rangel poderá chegar? Junho dará pistas e Outubro o dirá.

4 comentários:

Anónimo disse...

Mas esta sondagem não tem nada a ver com o Rangel, é para as Legislativas.

Aliás o publico comete uma serie de erros , por isso é bom ler o que diz a RR e o Expresso para quem esta sondagem foi feita.

Infelizmente o Publico há muito que nos vem habituando a trocar os A com os B , ou dito de outra forma, a não saber transcrever as noticias de outros jornais.

Tiago R. disse...

Bem sei que a sondagem é sobre legislativas, mas creio que a proximidade contamina (e contaminará) completamente os dois actos eleitorais, os seus efeitos e resultados. Como tal, o que digo é que o facto de Rangel aparecer mais do que Manuel Ferreira Leite tem beneficiado o PSD.

Tem razão. O Público nem sempre acerta. E não é o único.

samuel disse...

Algum medo têm de facto dele, para começarem a perder a "compostura"...

Gostei de encontrar este blogue. Ainda por cima, já por aqui mora o "Cantigueiro", que vai já, já, ter na lapela o "Política Dura".

Abraço.

Tiago R. disse...

Honra me faz, Samuel!