quinta-feira, 14 de maio de 2009

últimas varas



Quero terminar aqui esta série de posts sobre a sorte de varas com esta bela foto que mostra o touro, esse esplêndido e belo animal, no seu lugar próprio, no seu habitat, longe de faenas e crueldades, integrando harmonicamente o eco-sistema das nossa ilhas.

A minha primeira reflexão é numa nota positiva: a Autonomia cresceu, amadureceu, consolidou-se. Numa questão importante, que motivou paixões diversas não tivémos um resultado pre-definido por maiorias e lideranças. Podia ter havida mais, mas houve algum debate, a sociedade civil movimentou-se, tomou partido, organizou-se e manifestou-se. Isto é Democracia, e os Açores nalguns aspectos, não pede meças a ninguém.

Numa nota menos positiva, a existência de eventuais pressões menos claras e um peso grande da negociação de corredor, demonstram ainda tiques antigos no nosso parlamento. Por outro lado o resultado da votação demonstra que ainda há um longo debate para se fazer no seio da sociedade açoriana sobre os direitos dos animais. Esta é, se conheço alguma, uma questão fracturante e sobre a qual há uma divisão real de opiniões nos Açores. E esta divisão não me convida a efusividades insensatas.

2 comentários:

JR disse...

Concordo plenamente. Mas não podemos deixar de sorrir ao ver ir por água abaixo esses mesmos tiques que estão ainda enraizados, nalguns corredores da ALRAA. E penso que o tema dos Direitos dos Animais, falando das pessoas e não dos deputados, é muito menos fracturante do que se pode pensar... Quantas vezes vemos este tipo de reacção participativa por parte da sociedade açoriana hoje em dia? E em termos de números, quantos defenderam a sorte de varas e quantos defenderam o não? Isso dá-nos um sinal de esperança para o futuro

Tiago R. disse...

Esperança no futuro sim, sem dúvida!