quinta-feira, 14 de maio de 2009

um pouco menos açorianos

No debate na ALRA, ontem, os defensores da sorte de varas falaram de tudo menos do próprio conteúdo da proposta.

Ou seja, falou-se de touros de morte, de bandarilhas, de matanças do porco, de interrupção voluntária da gravidez e do crime ético de se comer carne, mas pouco se falou da própria sorte de varas.

Falou-se da idade média, de D. Maria II, da ditadura militar e do pós 25 de Abril, mas pouco se falou da actualidade.

Falou-se de Barrancos, Salvaterra de Magos, Sintra e Viana do Castelo, mas muito pouco se falou dos Açores.

A verdade é que, apesar dos verbalismos autonomistas, pouco se considerou a especificidade e a cultura próprias da nossa Região. E só podia ser esta a estratégia para quem pretende importar de fora modelos jurídicos e sortes de varas e tornar os Açores um pouco menos açorianos.

Esperemos que não seja mau presságio para a votação desta tarde.

3 comentários:

Tibério Dinis disse...

Acho que é geral, o debate não falou dos Açores. A defesa da Sorte de Varas não passa por explicar porque é que deve ser implementada nos Açores. Mas, as colocar em causa os votos dos outros por questões externas.

Haja Saúde

ilheu disse...

http://fiatluxcarpediem.blogspot.com/ á procura de um wally chamado guilherme.

Disso niguém fala?
da falta de verticalidade de alguns deputados?

Tiago R. disse...

A coerência, os actos e as ausências de cada um com cada um ficam.

Se for verdade o que se comenta é, de facto, vergonhoso. Até porque ninguém iria criticar um deputado que tivesse a coragem de mudar de ideias!