terça-feira, 23 de junho de 2009

acabar com o que resta


Portugal passou por um processo a muitos títulos exemplar, ao abdicar de uma actividade de baleação tradicional, sustentável e importante para as comunidades locais, ao mesmo tampo fazendo a transição para uma indústria turística que valoriza a existência de cetáceos como um recurso precioso. Um recurso que o Ministro do Ambiente não está nitidamente preocupado em defender.

A caça à baleia industrial, tal como é praticada por países como a Islândia, o Japão e a Noruega, é, em pleno século XXI completamente injustificável e reduziu a população de muitas espécies a valores-limite.

E fica a pergunta: Nunes Correia é Ministro do Ambiente ou Ministro-de-acabar-com-o-que-resta-dele?

9 comentários:

Rogério Paulo Pereira disse...

Será um retrocesso lamentável a acrescentar ao que aqueles 3 países já fazem ao abrigo duma suposta "investigação científica".

A ilha dentro de mim disse...

Quando uma mudança difícil começar a dar bons frutos, lá vem alguém que quer estragar tudo. Há atitudes políticas neste País que não se compreendem...

Anónimo disse...

Não é verdade. O Ministro não admitiu caçar-se em águas portuguesas.

Tiago R. disse...

Leia a notícia, caro anónimo.

O público mente?
(até já tem acontecido...)

João Rodrigues disse...

Isto de ser titular dum cargo do Ambiente e sabotá-lo de dentro parece sintomático...

josé belo redondo disse...

Que bom!
A Noruega mata baleias "para fins cientificos" (leia-se preservação da população de arenques).
O Japão mata baleias "para fins cientificos"(leia-se preservação dos bifes de baleia e do seu valor económico para os japoneses - são caríssimos, nos restaurantes).

Os Açores recebem 5M de € para não matarem baleias. Logo, se matarem baleias "para fins científicos" (leia-se preservação do nível de vida dos açorianos) até podem passar a receber 10M€.

COMO VÊEM, O GOVERNO CENTRAL, COM E SEM "ANEDOTAS" MINISTERIAIS<>MINISTROS, CONTINUA A ZELAR PELO BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO E PELA RECUPERAÇÃO DA CRISE...NEM QUE SEJA ÀS CAVALITAS NUMA CORCOVA DE BALEIA!!!

a)José Augusto Vilela de Belo Redondo

Anónimo disse...

Volto a repetir: "Não é verdade. O Ministro não admitiu caçar-se em águas portuguesas.". Aliás, basta ver a própria transformação que este blog fez ao título da notícia do Público. De "Portugal disposto a aceitar caça costeira à baleia" passou a "Ministro do Ambiente admite caça à baleia em águas portuguesas". Sintomático, não é? Sou de esquerda, mas sou leal.

Tiago R. disse...

O que lá está escrito é: "Portugal, por sua parte, estaria disponível para aceitar a reintrodução da caça à baleia a partir de cidades costeiras".

Sabe ler?

Anónimo disse...

Ora bem. Essa não foi a afirmação do ministro, mas sim a interpretação do Jornal, daí não estar entre aspas. De qualquer forma, a afirmação completa do Jornal é "Portugal, (...) – como o Japão tem reivindicado nos últimos anos." Ora, não está a ver o Japão a defender a caça em Portugal. Obviamente, estava-se a falar da caça a partir de cidades Japonesas. De qualquer forma e para clarificação, Portugal é contra a caça, e especialmente, contra a caça em águas portuguesas, como é óbvio.