sexta-feira, 5 de junho de 2009

as duas caras de Luís Paulo Alves

A edição de 6ª feira do Açoriano Oriental (apenas a impressa, não a online note-se), veio acompanhada de um panfleto de apelo ao voto no PS.

Isto, apesar de a lei eleitoral dizer muito claramente que "A partir da publicação do decreto que marque a data das eleições é proibida a propaganda política feita, directa ou indirectamente, através dos meios de publicidade comercial."
Artigo 72º da Lei Eleitoral

Enquanto, na 5ª feira à noite, no debate da RTP Açores, Luís Paulo Alves nos brindava com a sua pose de democrata, respeitador das regras do jogo, as impressoras já rodavam, preparando a última golpaça socialista: Editar um folheto ilegal, com a conivência ou compadrio da direcção do AO, no último dia de campanha, para que nunca chegasse a ser denunciada ao povo açoriano. De facto, apesar da queixa do PCP Açores à Comissão Nacional de Eleições, o assunto muito dificilmente chegará aos média.

Nesta fotografia, o Açoriano Oriental fica também muito mal. Que credibilidade resta a um órgão de comunicação social que alinha em manobras de propaganda ilegal do partido do governo? Prova-se que muitas vezes não são apenas os órgãos de comunicação social públicos que são instrumentalizados. E a pergunta, mesmo provocadora, é irresistível: qual é o peso da publicidade governamental nas receitas do AO? E os seus profissionais calam-se?

Esta é uma atitude que o PS já tinha tido nas últimas eleições regionais, através da colocação de banners em sites de jornais (incluindo o AO). Mostra também as duas caras do candidato do PS Açores e reafirma o que muita gente já percebeu: Actualmente, o principal inimigo da democracia, em Portugal e nos Açores é o Partido Socialista.

VER-GO-NHO-SO!

2 comentários:

ZE disse...

E depois admirem-se que os cidadãos se distanciem da politica! No telejornal da RTPA de ontem (dia 5 Junho) a grande maioria dos entrevistados diz não ir votar. Muitos entrevistados ate pareciam não saber a razão das eleições. E o mais preocupante: era jovens!! Solução? Politicos novos!

Tiago R. disse...

Pelo menos uma boa parte da solução terá de ser essa.