domingo, 21 de junho de 2009

o direito e a esmola


Ao que parece, poucos políticos terão contribuído, o que a dita associação contesta, como se estes tivessem uma obrigação maior de contribuir, como se a escolha entre dar ou não dar uma esmola não devesse ser livre e estar no campo da consciência pessoal de cada um. Especialmente reveladora é a sua opção de não pedir patrocínios às empresas porque estas "têm vindo a ser fortemente penalizadas", esquecendo o que são os multi-milhões de euros de lucros das grandes empresas, mesmo as da região.

Mas ainda mais revelador é o facto de esta associação nunca se lembrou que as condições para as crianças carenciadas frequentarem a escola devem ser exigidas como um direito e nunca suplicadas como uma esmola.

Mas o que seria destas associações, se não houvesse uns pobrezinhos a quem se possa dar uma esmolazinha para aliviar más consciências?

2 comentários:

João Rodrigues disse...

Totalmente de acordo.

João Cunha disse...

Bom post, estou de acordo.