sábado, 13 de junho de 2009

liberdade de imprensa

Algumas dezenas jornalistas dos principais jornais europeus assinaram a Carta Europeia da Liberdade de Imprensa.

Paulo Simões, do Açoriano Oriental, transpondo estes problemas para a realidade regional, assinala como negativa a criação do gabinete de propaganda do Governo dos Açores, vulgo GACS, com o objectivo único de tentar condicionar o trabalho dos jornalistas.

Apesar da declaração vir do director do jornal que, no último dia de campanha, foi cúmplice numa manobra de propaganda ilegal do partido do governo, tem razão. A situação não é nova e os incidentes são bem conhecidos. Agora, também não se pode passar ao lado dos órgãos de comunicação social que, por falta de meios, ou tempo, ou vontade, se limitam a copiar os comunicados do GACS, aproveitando a "papinha feita" e poupando os seus próprios recursos. Veja a tristíssima edição online do Jornal Diário, por exemplo.

É que a liberdade de imprensa, consagrada na Constituição e em múltiplos documentos internacionais, só pode ser efectivada se forem os profissionais da informação os primeiros a lutar por ela.

2 comentários:

A ilha dentro de mim disse...

A pertinência deste tema é tão grande que um simples comentário me parece pouco. Optei antes por fazer o meu próprio post, com a devida referência ao Política Dura, claro!
Saudações,
LB

geocrusoe disse...

Não conheço o texto do paulo simões, mas percebo perfeitamente o problema a que se referiu e estou completamente ciente do condicionamento à liberdade de expressão que resulta da subserviência dos jornalistas ao gacs. Já agora, apesar de sermos ideologicamente diferentes, o que podemosn fazer?