sábado, 4 de julho de 2009

em defesa do ministro

Narciso passava o tempo, segundo a Mitologia, adorando a sua imagem reflectida nas águas serenas de um lago.

O Ministro passou o tempo adorando a sua imagem na serenidade pardacenta e inócua de um Parlamento tornado inócuo e pardacento pela arrogância de uma maioria absoluta. E acabou por se rever nessa inocuidade pardacenta. E tornou pública a imagem devolvida.

Poderia ter composto a imagem com os dedos para baixo (acabando, em termos tauromáquicos) ou com os dedos a direito, como um belo exemplar da Lezíria Ribatejana.


Mas, não! Se estas duas situações vão buscar a sua origem genética, nomeadamente, à raça Miura, o ministro, “PATRIOTICAMENTE”, ergueu os dedos evocando (não há erro, não senhor, não é “invocando”), evocando, dizia eu, a geneticidade charoleza e/ou barrosã erguendo bem para cima as defesas típicas dessas raças (com maior ou menor comprimento é indiferente).

E, tal como um qualquer Miura, com casta, nobreza e bravura, ofereceu-se à “estocada final” da demissão.


O “matador” ainda esperou que o “público” acenasse com lenços e gritasse “INDULTO”, tal como na Monumental de Madrid, na 1 corrida de “EI Cordobés” nos anos 50/60, após uma “faena” magistral frente a um bravíssimo Miura. Mas o público ficou silencioso... e o resultado foi o que se sabe.

PARA DEFESA DO MINISTRO, resta o acto patriótico de querer impersonar algo verdadeiramente Nacional e não se ter rendido a outra casta ibérica.Em termos tauromáquicos: “Vaya por ti Ministro” e a minha “montera” ficou de boca para baixo no centro da arena!


José B. R.

2 comentários:

Tiago R. disse...

Como subscrever esta bárbara cultura tauromáquica nas páginas deste blogue? Jámé!

Di disse...

Por São Miguel, ilha livre de touradas

http://planisferiodasilhas.blogspot.com/2009/07/sao-miguel-ilha-anti-touradas.html