domingo, 12 de julho de 2009

fissuras por todos os lados

O navio Viking pode afinal já não vir para os Açores este ano, após lhe ter sido descoberta mais uma avaria, uma fissura nos tanques de combustível. A consequência provável é a de os transportes da época alta serem este ano apenas assegurados pelo Express Santorini.

Mais um incidente a somar-se aos da construção do Atlântida e do Anticiclone e às trapalhadas da Transmaçor que comprometem metade da sua frota.

Uma coisa é certa, a actuação do Governo Regional no campo dos transportes marítimos está cheia de fissuras e a meter cada vez mais água. A continuar assim, afundar-se-á em breve, arrastando consigo para o fundo o Secretário Regional da Economia.

20 comentários:

Anónimo disse...

Verdade seja dita.
Estes barcos na realidade servem para acartar canalha bêbada, que paga por passagem menos do que o preço de uma cerveja.
E depois, nunca nada está bom. Como se a cavalo dado se tivesse de olhar o dente!

Quanto custa isto ao erário público?
Quanto custa esta brincadeira aos contribuintes?
Será que um barco não dá? É preciso dois?
Não esticamos a esticar as pernas abaixo dos lençois?

r. disse...

Caro Tiago,

Concordando consigo, permita-me passar a questão para o campo ideológico.

Não acha que uma questão como esta, transportes marítimos, teria mais condições para ter sucesso, caso estivesse nas mãos de privados?

Não acha que, quando se trata do dinheiro dos seus próprios bolsos e que as consequências de um possível falhanço, podem querer dizer a falência e a qualidade de vida dos próprios e respectivas famílias, há outra responsabilidade? Ou seja, aquilo que me é dado a ver com este caso (e outros) é que as pessoas responsáveis simplesmente não têm qualquer problema que as coisas deêm para o torto, porque o seu ordenado está garantido e como estão nos quadros da função pública, pouco ou nada têm a perder. Já se fosse um privado, teria muito mais a perder.

Não concorda?

geocrusoe disse...

Uma coisa é certa, a política de transportes marítimos com muitos ou pouco navios em 13 anos de césar ainda não ficou definida e praticamente todos os anos é lançado um modelo estratégico com tipos, números, carreiras e frequências de ligação. Isto quer dizer que o governo não tem uma verdadeira estratégica para o transporte marítimos nos açores, ou porque não sabe ou porque não quer e não o assume. Só não percebo porque fez tanto para destruir a iniciativa da canadamar.

Tiago R. disse...

Caro anónimo:
Chamar canalha bêbada aos açorianos que precisam de se deslocar é uma parvoíce de todo o tamanho. Se eu escrevesse um comentários desses, também não me identificava...

Caro R.:
Citando o deputado socialista Lizuarte Machado: "o investimento na construção de novos navios terá de ser público, permitindo que a exploração dos mesmos não seja penalizada pelos custos do capital afecto a esse investimento inicial." Diz tudo, não diz?

Amigo Crusoé:
Não podia estar mais de acordo consigo. O problema é justamente esse!

Anónimo disse...

Pois eu o ano passado viajei no Santorini e constatei.
Constatei sim senhor.
Constatei que 90 % dos passageiros eram efectivamente canalha bêbada (para não dizer outra coisa) que tinha dinheiro para se empantorrar em alcool, porque viajava praticamente de graça.
Quem anda nesses barcos nas férias sabe perfeitamente que é assim.
É claro que alguém tem de pagar as bebedeiras e os desmandos dos meninos e das meninas, que, depois de nos delapidarem os bolsos, ainda tem a lata de criticar.

Havia nos Açores um navio, de nome Ponta Delgada, que ligava durante todo o ano todas as ilhas do arquipélago.
Havia nos Açores uns yates, de nome Terra Alta, Espirito Santo e Santo Amaro que ligavam de verão e inverno as ilhas do grupo central.
Foram todos abatidos sem piedade, nos governos PPD/PSD, porque não ajudaram as empresas que os exploravam.
Como é que agora, essa mesma gente que os liquidou, tem a lata de querer que o governo seja armador (como se fosse essa a sua vocação) e criticar tudo o que corre mal?
Fizeram melhor por acaso?

Tiago R. disse...

Você é rápido, caro anónimo! está de vigia ao meu blog? lol

Tocou num ponto importante: o facto de se terem interrompido as ligações durante todo o ano, apostando apenas nas ligações mais turísticas de verão, faz com que a maior parte das viagens seja de lazer e não de necessidade. Mas, entretanto, são um direito que assiste a todos e são boas para a nossa economia.

Mas, não generalize nem insulte as pessoas dessa forma. Descredibiliza as suas opiniões.

Anónimo disse...

As viajens de lazer, seja lá para quem for, não tem de ser gratuitas.

Concordo com que as ligações existam, mas de forma económicamente sustentada.

Não é justo que todos os que pagam os seus impostos, incluindo a larga maioria que não usa esses barcos, ande a pagar viajens de graça seja lá a quem for, muito menos a bandos de bêbados.

Se há dinheiro para alcool também há para pagarem as passagens.

Tiago R. disse...

Nunca foi jovem, caro anónimo?
Relaxe um pouco. Beba um copo...

(gratuitas as viagens não são...)

Anónimo disse...

Meu caro.

Estou relaxado.
Não percebo é esta gritaria por causa de um barco.
Como se o mundo fosse acabar porque os meninos e as meninas ficam uma semaninha em terra.
Como se a nossa vida colectiva e o nosso bem estar dependesse do barquinho.

Eu sou jovem meu caro.
Mas não é com barcos gratuitos, nem com cerveja barata, nem com drogas ao desbarato, nem com preservativos gratuitos, nem com condescendencias com vandalismo, nem com discotecas a fecharem já o sol vai alto, que uma sociedade prepara os seus elementos mais novos para o futuro.

No meu tempo, nas férias, ajudavam-se os pais, trabalhando.
Ainda hoje, em países incomparavelmente menores do que Portugal como os EUA, o Canadá, a França ou a Alemanha, é assim que se faz.

Anónimo disse...

Amén!

DR.PARDAL disse...

Realmente o anónimo que se exaltou contra a pouca vergonha que existe na época de Verão com bebedeiras de "caixão à cova", drogas, vandalismo, desrespeito pelas pessoas que estão a descansar, etc. tem toda a razão.

Eu já fui jovem e ainda me considero jovem mas nunca vi tanta prosmicuidade e falta de civismo como agora.

Transportar "pessoal da pesada" a um 1 euro é um absurdo. É não dar valor aos transportes marítimos que se querem bem organizados e de qualidade.

A "coltura" recreativa das "entidades competentes" (Governo, Câmaras e até Juntas de Freguesia) vai sair muito caro aos Açores nos próximos anos.

Muito dinheiro se estarraça em festanças, folguedos e poucas-vergonhas!

Anónimo disse...

O governo tem culpa quando lhes dá passagens quase de graça. Os transportes maritimos só serão valorizados quando cada um, nas suas férias, pagar o seu bilhete.

Os pais tem culpa, quando não os educam, nem os ensinam os caminhos da riquesa, do bem estar e da prosperidade através do trabalho.

Passam as viagens a empanturrarem-se em drogas e alcool, uns deitados pelos corredouros dos barcos, outros a fornicar como bichos, outros a destruir como vandalos o que encontram pela frente.
Isto sem qualquer respeito pelos mais velhos.

É isto que cativa turistas e fomenta o turismo interno?

E andam os deputados às turras, um verão inteiro, por causa dos barcos. Como se tivessemos obrigação de os pagar para isso.

Tiago R. disse...

Tanto o Dr. Pardal como o anónimo soam cada vez mais como o Diácono Remédios! lol

"Já não há respeito!" "Esta juventude de agora está perdida!" "Onde é que isto vai parar?" Lembram-se destas frases?

Claro que se lembram! São as frases que os vossos pais vos disseram quando vocês eram jovens e achavam que eles eram velhos. O que é que acham que pensamos agora?

Perceberam ou é preciso fazer uma pintura rupestre?

Anónimo disse...

Não é preciso pinturas rupestres.
É preciso é comparar. Comparar os caminhos que trilhamos, por vias facilitistas destas, com os que outros, mais evoluidos do que nós, trilham.

E depois vem vociferar porque há indisciplina nas escolas. Pudera!

E depois gritam aos quatro ventos que descemos para 20º da União Europeia. Pudera.

E depois berram que querem emprego. Pudera, com esta diligencia.

DR.PARDAL disse...

Sr. Tiago R.:

Não é preciso fazer uma "pintura rupestre".

A boa educação e a utilização racional e socialmente dos recursos dos contribuintes não são coisas do passado.

Não se pode contemporizar com comportamentos desviantes; alcoolismo; vandalismo e malandrice, mesmo que esses actos sejam realizados por "jovens".

Transportar "jovens" a 1 euro duma ilha para a outra para assistirem a concertos de barulheira e para se embebedarem de caixão à cova é politicamente insustentável.

Sabendo que V. Exª e o seu blogue tem um alinhamento politico-partidário determinado, muito me admira como é que contemporiza com a situação descrita por mim e por um outro anónimo.

Faço lembrar que existe um opúsculo da autoria do Dr. Álvaro Cunhal titulado "A Superioridade Moral dos Comunistas" que apela à "consciência de classe" e à "moral operária" dos seus membros.

A sua atitude - e com todo o respeito e consideração que tenho por si - é mais própria dum militante bloquista, bué de fracturante e "modernaço", conforme terminologia utilizada pelo camarada operário Jerónimo.
Cordialmente.

Tiago R. disse...

Caro Dr. Pardal:

Com o que eu não posso mesmo pactuar é com o simplismo de confundir as deslocações e os hábitos dos jovens (que me interessa discutir, não aqui, mas com os próprios jovens) com o problema dos transportes marítimos de passageiros, que são talvez a questão mais fundamental de todas para o desenvolvimento dos Açores.

Quanto às suas considerações sobre o que deve ou não deve ser a atitude de um militante do PCP, condição de que me orgulho sem complexos, resta-me dizer-lhe que a adesão a uma visão política específica não determina no PCP, nenhuma padronização de comportamento (vulgo carneirismo).

Se puder olha, veja. Se puder ver, repare.

Anónimo disse...

Há 20 anos fui à Bulgária de mochila.

A policia (suponho que na defesa dos interesses do povo) não admitia que nos sentasse-mos no chão nem que comesse-mos nos compartimentos do comboio. Obrigou um amigo meu a tirar o rolo da máquina, só porque fotografou um comboio movido a carvão, e deu-lhe 24 horas para deixar o país.

É comparar o laxismo dos corredores vomitados, bebedeiras de caixão à cova, drogas à vista de todos e má criação, com o comunismo que vi.

Francisco

Tiago R. disse...

E a Bulgária tem especificamente o quê a ver com os Açores?

Admita que está só a desconversar. Olhe que também já vi jovens alcoolizados em washington!

DR.PARDAL disse...

Na ex-União Soviética é que os bons costumes e a moral eram preservados.
Bebedeiras, poucas-vergonhas, casamentos same-sexers,chungaria musical, desfiles de gays, prostituição, etc., tudo isso era proibido e combatido.

Realmente já tenho muitas saudades da União Soviética onde se cultivava a ópera e a alta cultura, e agora alguns "herdeiros" desse grande império contemporizam com músicas de gente doida e outros programas de alienação das massas, nomeadamente a juventude.

Tiago R. disse...

E continua a não querer falar dos Açores...
Vejo que é daquele tipo de pessoas que quando não tem nada para dizer o faz frequentemente.
Porque é que não arranja um blog para si?