sábado, 15 de agosto de 2009

8500

Desemprego afecta 8500 açorianos

Será que podem restar dúvidas sobre qual foi o resultado das políticas nos têm governado nos últimos anos?

Perante isto, PS e PSD baixam os braços com a atitude fatalista da crise internacional. Para o futuro dos Açores o que é que será prioritário? Andar a brincar à Autonomia, aos votos obrigatórios, à espera de uma possível revisão constitucional no ano que vem, ou tratar de resolver o problema?

9 comentários:

Anónimo disse...

Caro Tiago

Espero que a resolução do problema da mais baixa taxa de desemprego do país, não passe por um aumento de impostos.


O elástico também rebenta.

Tiago R. disse...

Mais impostos para as pequenas e médias empresas, claro que não!

Mas agora taxar convenientemente os lucros da EDP, PT e acabar com benefícios fiscais para a banca, claro que sim!

Rui Ramos disse...

Caro Tiago

Com tem visto e assistido na ALRAA, a questão do desemprego nos Açores tem sido por nós questionada, inclusivamente por mim próprio e não só!

Não há baixar de braços! Avançamos com propostas que foram, isso sim, liminarmente "chumbadas pelo PS.

Grande abraço

Rui Ramos

Rui Ramos disse...

Para que conste, aqui fica declarações proferidas numa conferência de imprensa em Maio, que fora reproduzidas no Correio dos Açores.

"Rui Ramos, presidente dos TSD/Açores, criticou, a inércia do Governo Regional perante o aumento progressivo do desemprego nos Açores. Segundo dados do INE os números do desemprego têm vindo a aumentar desde 2003, chegando actualmente aos 6,7% da taxa de desemprego. Atingimos 6,7% da taxa de desemprego. São quase 8 mil desempregados nos Açores, alertou Rui Ramos, apontando como preocupante o facto das políticas governamentais socialistas terem-se revelado incapazes de inverter a tendência crescente do desemprego. Além disso sublinhou que o Governo é incapaz de reconhecer o problema. Quem não reconhece um problema dificilmente conseguirá combatê-lo. Encontrar uma solução implica antes a admissão de um problema e o Governo sempre tentou escondê-lo, disse. Os mais jovens continuam a ser os mais afectados pelo desemprego, representando mesmo cerca de 32% dos desempregados na Região. É um facto que para o líder dos TSD/Açores acarreta consequências sociais dramáticas para a sociedade em geral, traduzindo-se depois em delinquência e criminalidade. Não comentando de forma analítica as medidas de combate à crise tomadas pelo Governo, Rui Ramos, adiantou que é com expectativa que aguarda os efeitos dessas mesmas".

Entretanto os efeitos estão aí: O desemprego cresce e o Governo "assobia para o lado"...

Grande Abraço

Rui Ramos disse...

Digo, "aqui ficam algumas declarações..."

Abraço

João Cunha disse...

O combate ao desemprego numa região subdesenvolvida como os Açores passa invariavelmente pela intervenção directa do governo regional.

A estrutura económica das diversas localidades açorianas não permite outro cenário senão este "paternalismo económico" crónico.

Cada vez mais os "estagiar" são a ferramenta proposta para a empregabilidade dos jovens, cada vez mais a subsidiação estatal é a esperança das famílias açorianas... e cada vez mais o concurso/aquisição público(a) a "jeito" é o pão que alimenta o sector privado.

Talvez daqui a 20 anos a economia Açoriana seja robusta o suficiente para suportar um mercado de trabalho "real", dinâmico e independente da necessidade de intervenção directa de fundos públicos.

Anónimo disse...

Para isso, caro Sr. João Cunha, é urgente que se invista a sério em sectores reprodutivos que possam garantir o emprego e substanciais dividendos para a Região,isto é, para todos os Açorianos.

Só assim poderemos ser verdadeiramente Autónomos.Caso contrário, dependeremos sempre dos outros!
A nossa Liberdade "joga-se" precisamente aí...

Com os melhores cumprimentos

Rui Ramos

João Cunha disse...

Investir sem ter uma ideia de onde, quando e como é uma irresponsabilidade para com os contribuintes.

O primeiro passo passa pela total reavaliação da economia regional, está provado que a agro-pecuária, e as tentativas a meio-gás de tentar montar uma industria transformadora e um turismo de massas "importado" não são as soluções ideais.

Precisamos de apostar nas infra-estruturação das ilhas além S. Miguel. A sinergia entre as economias das diferentes ilhas é não existente.

Actualmente os Açores é constituído por um conjunto de micro-pólos de desenvolvimento independentes, aproximando-se com as cidades-estado de outros tempos na sua concepção básica.

Quando todos nós começarmos a remar para o mesmo lado, aí os Açores terão um desenvolvimento realmente sustentado.

Tiago R. disse...

Caro Rui Ramos:

Obrigado pela sua participação neste blogue, que me honra.

Quanto ao que diz, reconheço a validade das ideias que defende, mas penso que, sobretudo, precisamos é de mudar de paradigma: vencer a crise não é voltar a termos tudo como estava há 4 ou há 5 ou há 10 anos atrás.
Vencer a crise será sobretudo encontrarmos novas formas de equilíbrio social, nomeadamente pela conquista do pleno emprego, num sistema económico que sirva a distribuição e não a acumulação e que aposte nas produções e serviços que nos distinguem do resto do mundo, e que não se limitem a importar modelos de desenvolvimento.