quarta-feira, 21 de outubro de 2009

navios em águas paradas


Fica também claro que a grande prioridade do Partido Socialista nunca foi (e talvez ainda não seja) o esclarecimento do assunto, mas evitar que se fizesse muito barulho em torno desta questão antes das eleições. Agora já não há tanto problema, até porque a maioria absoluta na Comissão permitirá certamente abafar as descobertas mais incómodas.

Mas o PS não é, de facto, o único responsável por estas delongas. Vários partidos da oposição resolveram também protelar a criação da comissão de inquérito (que até poderiam ter imposto, desde logo), ao sabor dos seus calendários políticos. Mais uma vez, também para estes, o importante não era (e talvez ainda não seja) esclarecer o assunto, mas sim produzir uns quantos soundbytes de crítica em tempos pré-eleitorais. Essa estratégia, desastradamente conduzida, falhou rotundamente como se previa.

Enquanto os dois maiores partidos do nosso Parlamento Regional continuarem a pôr as suas pequenas maquinações e artimanhas à frente das soluções que os Açores precisam, continuaremos, sem rumo nem decisão, a vogar em águas paradas.

3 comentários:

Anónimo disse...

Esta história das comissões dá vontade de rir.

Antes das eleições, servem para fritar ao vivo e em lume brando, quem querem. Depois das eleições, servem para enfeitar.

Repare-se na comissão da Fajã do Calhau.
Antes de falarem com as pessoas do lugar, era uma coisa. Depois de apalparem os habitantes, foi ontra.

Repare-se na comissão da água na Terceira.
Antes das eleições, era uma pressa.
Depois das eleições, querem lá saber.

Alguém com o minimo de inteligência acredita numa linha sequer de relatórios cujas conclusões são votadas por partidos?

Esta, como as outras, também vai produzir relatório. Para quê?

Carlos Faria disse...

o post abaixo também reflecte uma das fontes deste mal... quando os ocs forem mesmo há luta, investigarem a sério, como acontece noutros países, a coisa fia mais fino.

Anónimo disse...

O que essas comissões parlamentares debitam é votado.
Como se a maioria do voto desse estatuto de veracidade ao que quer que seja.

Andamos todos a brincar.