sexta-feira, 23 de outubro de 2009

política à média luz


É positivo que o Presidente do Governo Regional pretenda transmitir um sinal de abertura e cooperação institucional depois de uma campanha eleitoral dura e tensa e a velha tática do charme do jantar à luz de velas tem resultados comprovados pelo tempo.

Agora, o que é de admirar é esta estranha discriminação de convidar apenas os autarcas do PSD, excluindo os do seu próprio partido, com os quais, qual namorado enganador, promete jantar noutra ocasião, em separado.

A abertura institucional é importante, ainda para mais conhecendo o que tem sido a actuação do governo em relação aos municípios de outra cor partidária. Agora, ao separar assim as cores partidárias dos autarcas, o Presidente transformou uma acção institucional numa iniciativa política. E, para essa, não tem qualquer direito de utilizar nem meios nem fundos públicos.

12 comentários:

FDM disse...

In maiorias: dá para isso

Anónimo disse...

Carlos César convida quem quer e muito bem entende para jantar.

Era o que faltava ter de pedir autorização a quem quer que seja.

O tino e o bom senso, ficam sempre bem.

Tiago R. disse...

Eu também, e também não peço autorização a ninguém. Mas pago do meu próprio bolso.

Conhece a diferença entre partidário e institucional?

Anónimo disse...

Quando Carlos César recebe os trabalhadores e, em separado, recebe os patrões, há algum problema?

Quando por razões logisticas ou outras não se conseguem sentar à mesma mesa todos, é assim.

Carlos César fez o que lhe pareceu melhor. Quando votamos nele, demos-lhe autoridade para tomar decisões.
Não tem que pedir autorização a ninguém, nem tampouco justificar-se.

Tiago R. disse...

Razões logíaticas??? Há falta de cadeiras no Palácio de Santana??? Não brinque.

Demos-lhe a autoridade para executar um determinado projecto político. Não o nomeámos ditador. Por isso ele tem MESMO de prestar contas do que faz.

Anónimo disse...

Desde quando é que Carlos César tem de dar contas da forma como entende ser um jantar?

Não há nada mais importante para questionar?

Anónimo disse...

Daqui a pouco questiona-se a ementa, os talheres e os lugares à direita e à esquerda.

Tiago R. disse...

Se o critério para o jantar (devido à falta de cadeiras?) tivesse sido outro, por exemplo geográfico, ninguém teria nada a dizer.

César transformou uma iniciativa institucional, feita enqaunto Presidente do Governo, sobre a qual ninguém teria o direito de o questionar, numa iniciativa partidária, feita enquanto presidente do PS Açores, só que paga com fundos públicos. Percebeu, finalmente?

Anónimo disse...

Não percebi.

O presidente do GRA recebe os autarcas que bem quer e entende e senta-os como bem quer e entende pela ordem que desejar.

Se entende que os deve receber em separado, consoante a cor politica de eleição, qual é o problema?

Continuo sem entender.

Tiago R. disse...

Você, tal como Carlos César, não percebe a diferença entre o institucional e o partidário.

Quanto a você, caro socialista anónimo, tudo bem. Ninguém lhe pode exigir mais. Agora, quanto ao Presidente do Governo...

Anónimo disse...

Não vejo razões para perder tempo com um simples jantar.

Não sou socialista. Sou um homem de direita.

Vamos discutir o cais de cruzeiros em Angra?

Tiago R. disse...

A questão não é só um jantar. Tem a ver como o Presidente do governo se sente autorizado a utilizar os meios que são de todos para os seus próprios fins partidários.

Quanto ao terminal de Angra é um assunto sobre o qual ainda não tenho verdadeiramente uma opinião formada.