quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Angola

Em dia de efemérides, não podia deixar de assinalar hoje o 34º aniversário da independência de Angola. A 11 de Novembro de 1975 Portugal perdeu um povo escravizado e ganhou um país irmão de homens livres.

E, a propósito da data, nada mais adequado do que um poema do seu primeiro Presidente, o grande Agostinho Neto:

Havemos de voltar

Havemos de voltar
Às casas, às nossas lavras

às praias, aos nossos campos
havemos de voltar

Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar

Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar

Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar

À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar

À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar

À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar

Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente

Agostinho Neto

3 comentários:

geocrusoe disse...

Ganhàmos talvez um país irmão, será que o povo deixou de estar escravizado?
Será que Angola, com tantos recursos naturais de grande valor, é um exemplo de justiça na partilha dessa riqueza?

Rogério Paulo Pereira disse...

Caro Tiago,
Essa de Homens livres é decerteza para ser simpático...
Não questiono a independência de Angola, ou de qualquer outra das nossas ex-colónias.
Mas, à excepção de Cabo Verde, todas elas têm um caminho imenso a iniciar até serem nações de Homens que nasceram para ser livres.
E Angola é, de todas, o pior exemplo.

Tiago R. disse...

Carso Geocrusoé e Rogério:

Não digo o contrário do que afirmam sobre os múltiplos e normes problemas que Angola ainda atravessa, noemadamente em consequência de ter sido palco de um dos mais claros exemplos de guerra-por-procuração entre os EUA e a à África do sul, por um lado, e a China e Pacto de Varsóvia, por outro.

O que digo é que a independência é a primeira e mais fundamental condição da sua liberdade. E é isso que hoje se assinala.