Os artigos de Cláudia Cardoso no AO surpreendem sempre pela escrita escorreita e agradável, mas sobretudo pela lucidez apaixonada. O artigo de hoje (infelizmente ainda sem link) vai mais longe, mais alto, com palavras que para lá de nos falar, nos tocam fundo, tocam dentro, e fazem as diferenças políticas que me separam de CC parecer verdadeiramente pequenas e vãs. Obrigado.
10 comentários:
Coisas que envergonham a esquerda, ou, será mesmo o PS um partido de esquerda?
aqui: http://fogotabrase.blogspot.com/
Ou ainda: porque razão o PS permite mafiosos nas suas listas?
Dr. Barata:
Que mal que lhe fica ter de vir para aqui publicitar um dos mais antigos blogs açorianos...
E não podia ter escolhido outro post para o fazer?
A falta de sensibilidade que está associada aos comentários, que aqui foram deixados, denota a incapacidade dos seus autores de reconhecer a execelência formal e de conteúdo do texto que o Tiago destacou.
No conforto e cobardia do anonimato tudo é permitido aos imbecis de botas cardadas!
Subscrevo por inteiro a apreciação que o Tiago fez sobre este magnífico texto de Cláudia Cardoso.
Aníbal Pires
É sem dúvida um excelente texto.
Só não gosto tanto quando a Cláudia Cardoso lê (escreve) pela cartilha do PS.
Mas quando dá asas à sua criatividade,quando abre a alma, sem fazer auto-censura, escreve do mais demolidor que há para o nosso estado de coisas.
Tomara a muitos da oposição colocar tão fundo o dedo em algumas feridas.
Ramente é uma escritora e pêras, mas será que isso dá algumas pêras aos cidadãos? A senhora, reconhecendo e até admirando a originalidade do que escreve, no plano concreto da sua função de deputada, diz pouco, muito pouco, a quem tem pouco que comer. mas já nos habituamos ao aburguesamento, não foi sr. Anibel Pires?!
Caro Pedro:
tem razão quando diz que o talento e sensibilidade de Cláudia Cardoso nada trazem de bom para os açorianos nas suas funções como deputada.
Mas olhe que quem escreveu o post fui eu. E coitado do proletariado se confunde aburguesamento com honestidade intelectual e lucidez suficiente para reconhecer qualidades aos adversários!
Caro Tiago: eu apenas quiz dizer que a função de deputado não requer, obrigatoriamente, dotes literários e que quem tem dotes literários não é forçosamente um/a do deputado/a, com é, considero eu, o caso presente.
O que eu sei é que a insigne deputada e «escritora» como governante e politica foi e é duma mediocridade atroz.
Mas há quem goste de palração e pouca acção.
Não é preciso ser muito iluminado para ver que o actual PS dos Açores é um saco de gatos, ideológicamente anódino, e que só lá estão por mero carreirismo e pelo carcanhol.
Tudo o resto é «poesia» para os meus ouvidos.
Entre a prosa poética da Srª deputada, que naturalmente é mediatizada e dá alarido, e o trabalho paciente e eficaz da Srª Secretária da Educação, fico-me, como já aqui disse, pelo último.
Mais do que palavras, precisamos de acção. E a Srª deputada Claudia, nem fica por uma coisa, nem pela outra: fica-se por uma espantosa lábia.
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