terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Copenhaga pelo contrário

A Cimeira de Copenhaga até poderia ser uma oportunidade, mesmo, nas palavras dos mais catastrofistas, uma última oportunidade. Mas provavelmente não será.

A verdade é que o que se planeia na capital dinamarquesa é mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. Os países mais industrializados pretendem manter o conceito de mercado de emissões, que embora estando a funcionar desde 2005, não tem conseguido reduzir o nível global de emissões, bem pelo contrário. Não sou só eu que o digo.

Este mercado, comercialização da destruição do nosso planeta, ao mesmo tempo que oblitera as responsabilidades históricas dos países industrializados, permite-lhes, por um lado, comprar o direito de poluir e, por outro, abrir-lhes as portas do rendoso negócio da transferência de tecnologias não-poluentes. A uns autoriza-se o lucro, a outros proíbe-se o desenvolvimento. As questões estão intimamente interligadas.

Por isso, a Copenhaga de que precisamos não pode ser apenas a demonstração de tíbias boas vontades e o derrame público de bem remuneradas lágrimas de crocodilo. Pelo contrário.

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