sexta-feira, 25 de setembro de 2009

a campanha que a TV não mostra

software livre


A Associação de Empresas de de Software Open Source Portuguesas (ESOP) atribuiu ao Grupo Parlamentar do PCP o Prémio “Abertura ESOP 2009”, um prémio destinado a distinguir indivíduos ou organizações que tenham contribuído para a disseminação do Open Source.

Quer queiram quer não as milionárias multinacionais do software proprietário, o Open Source é o futuro. E não apenas porque se trata de software gratuito, mas porque quando temos milhões de utilizadores / programadores a trocarem livremente conhecimentos, ideias e experiências a evolução tecnológica é necessáriamente mais rápida. Este facto, já é visível, aliás, desde há alguns anos, por exemplo em relação à plataforma Windows, onde as actualizações têm vindo a copiar o que já existia nos programas de Open Source (por exemplo os separadores no Internet Explorer, ou a possibilidade de navegar com gestos do rato).

Mas, politicamente, o Open Source recoloca a questão fundamental: conceitos, ideias, fórmulas e conhecimentos científicos (não falamos naturalmente de arte, música ou literatura) não são nem podem ser propriedade privada de ninguém. Pertencem ao conjunto da espécie humana e devem ser disseminados e partilhados por todos. Porque é assim que avança o progresso científico, porque é assim que evoluimos enquanto civilização.


(Desculpas devidas aos leitores. Nestes dias agitados de campanhas, a Política faz-se mais na rua que na web. Mas voltaremos)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

coup d'État


As suspeitas agravaram-se na Madeira, onde Sócrates nomeou um dos membros do seu Gabinete para ir recolher informação sobre a visita presidencial, infiltrando-se na sua comitiva.

Perante os factos, o PR teve a pior das actuações possíveis: ir "encomendar" uma notícia ao Público, com um claro objectivo de prejudicar eleitoralmente o PS. Se tinha provas, tinha outras atitudes que poderia ter tomado. Não o fez, lamentavelmente.

Mas nada disto apaga a enorme gravidade do facto de o Governo andar a espiar o órgão máximo da República. Mais do que um desrespeito ao prestígio devido ao PR (gostemos ou não dele. E eu não gosto, como é sabido), estamos perante a violação dos princípios basilares do nosso sistema democrático. Este novo "incidente" coloca-nos a um passo de um golpe de Estado.

A centralização dos serviços de informações e segurança sob controle governamental só poderia resultar nisto: é uma ferramenta demasiado tentadora para não ser usada em proveito político próprio. Estas alterações já vêm do tempo em que o próprio Cavaco Silva era Primeiro-Ministro. Na altura, houve quem alertasse e, como costume, não foi escutado. A criação da sinistra figura do Secretário-Geral do sistema de Informações e Segurança da República Portuguesa, em 2006, foi mais um passo nesta direcção. Como afirmou António Filipe, na altura: "O poder que é conferido ao Secretário-Geral do SIRP, sobre todos os serviços de informações, não tem precedentes na República Portuguesa. Nunca ninguém deteve tanto poder em matéria de informações estratégicas e de segurança."

Recoloca-se assim ainda mais alta a fasquia da importância das eleições de 27 de Setembro: trata-se não só de substituir um mau governo. Trata-se defender a Democracia.

jornal de campanha - V

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

sic transit bloco de esquerda

De acordo com o Farpas, Agostinho da Silva, candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Pombal, numa entrevista a um jornal local afirmou que os seus políticos de referência são Sá Carneiro e Paulo Portas. Terá confundido os irmãos Portas (um erro que até se percebe)?

Para lá do humor da situação e do candidato é, mais uma vez, a marca do grande erro do Bloco que, como já escrevi, insiste em separar a forma do conteúdo, associando a um discurso ferozmente esquerdista, carregado de radicalismo, uma prática política de caciqueira máquina eleitoral, rendida aos encantos de todas as figuras mediáticas que consiga arrebanhar. Lembram-se de Sá Fernandes e das suas referências políticas? Ou da "conquista" da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos?

A coerência não se constrói apenas de palavras. É também feita de escolhas e opções, mesmo que difíceis. Mas são essas escolhas que definem o que é e onde se situa um movimento político, não é o seu score eleitoral.

jornal de campanha - IV

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

lágrimas de crocodilo (actualizado)



PS, PSD e CDS-PP votam a favor da reeleição do homem a quem os Açores devem maravilhas como a perda da gestão dos nossos mares ou o fim das quotas leiteiras.

Apesar das suas lágrimas de crocodilo, Luís Paulo Alves e Maria do Céu Patrão Neves não faltaram com o seu voto para eleger Durão Barroso.

Ao contrário, Ilda Figueiredo e João Ferreira, convictamente, votaram contra. Afinal quem é que defende os interesses dos Açores?

Actualização: Ao ver a brilhante foto da capa do Público de hoje, tive de a inserir neste post. Porque há imagens que informam e, como neste caso, por vezes de maneira especialmente profunda. Os parabéns ao Público, que continua a ser a referência do fotojornalismo em Portugal e ao fotógrafo que não consegui identificar. Que bom que seria que os nossos jornais regionais dessem mais atenção às fotografias que ilustram as suas edições...

jornal de campanha - III

terça-feira, 15 de setembro de 2009

uma fraude alegre


Há aqui uma lição a ser aprendida por alguma esquerda, nomeadamente por sectores do BE, que depositaram em Alegre as suas esperanças sebastianistas do tal líder que havia de unir a esquerda e conduzi-la à vitória.

Penso que a razão do seu erro reside na velha confusão entre forma e contéúdo. Não basta ter um tonitroante discurso esquerdista. É preciso apoiá-lo em medidas, atitudes e coerências, que Alegre nunca teve.

Penso que a lição que essa esquerda tem de aprender é a seguinte: a desejável, necessária e, mesmo, absolutamente essencial convergência de esquerda só poderá ser construída sobre a sólida base de um projecto claro e concreto do que se pretende para o país e nunca sobre as águas pantanosas das vagas reminiscências ideológicas apregoadas por líderes mediáticos.

Apesar de tudo, esta saída de Alegre pela direita baixa, acaba por despoluir e muito o ambiente necessário para a construção de um verdadeiro diálogo à esquerda. O novo quadro parlamentar que emergir das eleições e as opções de cada um dos partidos perante ele serão decisivas para a possibilidade desse diálogo. Mas sempre com seriedade e coerência.

jornal de campanha - II

domingo, 13 de setembro de 2009

política de verdade

Se o fosse, estes seriam alguns dos outdoors do PS. ;)








arrancou

de mal a pior


Reveladora, desde logo, da forma como um comentador profissional (cujos sucessos literários, na minha opinião, advêm mais dos seus atributos de "socialite" e figura mediática do que propriamente da qualidade da literatura) procura assegurar a sua sobrevivência e manter a sua notoriedade: polémica estéril, algumas enormidades, falta de educação qb e, sobretudo, um precioso e diplomático equilíbrio na distribuição das críticas entre os vários actores políticos. Afinal para um comentador tão cheio de opiniões, um cargozinho governativo nunca está muito longe no horizonte.

Reveladora, depois, no paternalismo proto-fascista em relação à juventude (e eu não sou suspeito de ser fã da JS!) e pela forma como considera que estes não têm que se preocupar com assuntos dos quais supostamente nada percebem, como a lei do divórcio ou das uniões de facto. E vem esta crítica de alguém cujo ganha pão é ter opinião e falar sobre tudo: sobre o que percebe e sobre o que nitidamente não percebe!

Reveladora, ainda, da falta de objectividade de quem tem de produzir polémica para sobreviver e não tem muito tempo para estudar os assuntos. A forma como oblitera o que são os reais problemas da juventude, como o desemprego, o trabalho precário e os custos da educação, por exemplo, mostram bem o seu distanciamento da realidade. Mas, também, a forma como analisou o programa do PSD, não pelo que lá está escrito, mas pelas supostas e adivinhadas intenções da sua líder, não passa de oca especulação política para encher páginas de jornais e bolsos de comentador.

Por fim, uma nota da decepcionante qualidade humana de Miguel Sousa Tavares: a falta de solidariedade que demonstra para com os profissionais da TVI com os quais trabalhou durante tanto tempo, são demonstrativas de uma frieza e egoísmo que é raro encontrar.

Como MST tanto gosta de adjectivar: Inenarrável!

sábado, 12 de setembro de 2009

o fim do regime



"Der krieg ist verloren."

Apenas humor, claro!

Juan Almeida Bosque (1927-2009)

Aos 82 anos, faleceu o Comandante Juan Almeida Bosque, um nome que a maior parte de nós nunca ouviu falar mas que, desde 1952, é uma peça fundamental da Revolução Cubana. Actualmente, era Vice-Presidente do Conselho de Estado de Cuba.

Concordemos com ele ou não, tratava-se de um homem determinado que entregou toda a sua vida a lutar por aquilo em que acreditava. E, nas palavras de Brecht: "Esses são os homens imprescindíveis". Coerência. Fidelidade. Generosidade. Exemplos que nos vão faltando.

À medida que Cuba vai assistindo ao natural processo de substituição de gerações, a revolução cubana continua a demonstrar importantes sinais de vitalidade, para desgosto dos que, impotentes para a destruir, optaram pela postura atentista de esperar pelo seu fim, supostamente inevitável. As jovens gerações cubanas apercebem-se dos elevados níveis de desenvolvimento humano, e mesmo bem-estar, nas quais Cuba se distingue nitidamente dos seus vizinhos latino-americanos e, nalguns aspectos, mesmo dos norte-americanos e entendem que esse foi o fruto da revolução que lhes cabe agora defender e aprofundar. O legado de homens como Almeida Bosque.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

jovens doutores

Animado por uma evidente e substancial dose de anti-comunismo, Daniel Oliveira deu à estampa nas páginas online do Expresso um texto intitulado "jovens turcos". Disfarçando a intenção menorizadora sob a terminologia de quem conhece algumas generalidades sobre a vida interna do PCP, DO procura insultar toda uma geração (ou mesmo várias?) de militantes e dirigentes comunistas. Filho de boa gente como me presumo ser, sinto-me e, reconhecidamente, acuso o toque.

Mas procurando pôr de parte a emocionalidade que as palavras de DO me geram, importa analisar com mais cuidado alguns dos seus argumentos.

Diz DO que "desde que Jerónimo de Sousa e um grupo de quadros comunistas que até então se mantinha na segunda linha tomaram a liderança do PCP" o Partido "estancou a queda eleitoral e empobreceu drasticamente a qualidade dos seus quadros." Passe a avaliação que DO faz sobre o que nitidamente pouco conhece, importa relembrar que o PCP não apenas estancou a queda eleitoral, como tem experimentado um vigoroso crescimento eleitoral que há muito não experienciava, como é comprovado pelo aumento de 70.000 votos nas últimas eleições europeias.

Continuando na senda do insulto gratuito, DO procura em seguida invocar o nome de grandes parlamentares comunistas (de entre os quais estranhamente se esqueceu de mencionar Luís Sá ou Carlos Carvalhas), para tentar menorizar a intervenção de parlamentares da qualidade técnica e política de António Filipe, Honório Novo ou Bernardino Soares e ignorar o valor que os novos e jovens deputados do PCP, como Miguel Tiago ou Bruno Dias, trouxeram ao hemiciclo e o contributo que acrescentam à bancada comunista.

DO, como alguma gente dentro do Bloco de Esquerda, tem muita dificuldade em perceber como é que um Partido Comunista possa ter uma liderança que não seja composta exclusivamente por intelectuais. Essa dificuldade não é de estranhar num partido (ou coligação?) que há mais de dez anos é conduzida pelo mesmo reduzido directório cujo único prestígio reside nos seus incontestáveis méritos académicos. Mas, a dificuldade advém, sobretudo, do facto de laborar num erro: o de confundir o grau de escolarização, erudição diletante ou cultura pessoal com o grau de consciência social e política.

Da mesma forma, laboram em erro idêntico os que identificaram o Sector Intelectual com o sector que tem a incumbência da produção teórica dentro do PCP. Trata-se, de uma estranha e velha distorção do pensamento marxista que tenta separar o que por natureza é inseparável: a teoria e a prática. Como se tivesse sido apenas pela contemplação teórica do capitalismo que os trabalhadores se armaram com a doutrina revolucionária que conduzirá à sua superação! DO menciona os nomes de Lenine, Gramsci, Carrilho, Castro ou Cunhal. E seria bom que os lesse não como sistemas abstractos e acabados, mas sim nas pistas e nos desafios que lançam para a acção.

Ao contrário do que pensa DO, no PCP, todos os militantes constroem teoria, através do seu estudo e experiência pessoal e mútua, partindo da análise dos problemas reais, na discussão e construção da opinião colectiva: a síntese que, solidamente ancorada na realidade, permite ao PCP entender os problemas e propor soluções para os problemas do nosso tempo, sem perder de vista os objectivos fundamentais no horizonte.

Não nego, como poderia?, que alguns militantes, porventura, subvalorizam os deveres consignados na alínea i) do artigo 14º dos Estatutos do PCP ("procurar elevar o seu nível cultural, político e ideológico"), ou os da alínea e) do mesmo artigo ("aprofundar o conhecimento do meio em que se desenvolve a sua actividade e transmiti-lo ao Partido, reforçar a sua ligação com os trabalhadores, com outras camadas laboriosas e as populações, defendendo as suas justas reivindicações e aspirações;"). E que essa é uma atitude que deve ser criticada. Mas não parece intelectualmente honesto que se tente confundir a árvore a árvore com a floresta. Até porque este dever, mais nenhum partido (ou coligação?) o tem inscrito nos seus documentos fundamentais.

A já longa sobrevivência PCP deve-se ao contributo de gerações de homens e mulheres que generosamente dão o melhor da sua experiência e conhecimentos a uma causa de séculos. E, nesse contributo, todos são iguais. Sejam doutores ou não.

para o ano há mais!



Não estive lá, mas foi assim.

Para o ano há mais!

domingo, 6 de setembro de 2009

e o PS não pára

Candidatura de assessor de Sócrates compra dois jornais locais

Muito melhor do que conquistar uma vitória, é comprá-la e metê-la no bolso. Democracia? Quem é que falou em democracia neste PS da vitória a todo o custo e por qualquer meio? As velhas recordações da esquerda socialista, são a empoeirada bandeira que se agita nos períodos eleitorais, mas que perdeu, há muito tempo qualquer sentido ou razão de ser entre os seguidores da rosa.

Mas talvez até seja errado dizer que o PS se tornou um partido direita. O PS, enquanto conjunto, é apenas pragmático, sem causas e sem convicções, a-ideológico e muito, muito viciado no poder e nas suas benesses. A qualquer preço e de qualquer forma.

sítios onde gostaria de estar

sábado, 5 de setembro de 2009

frases que definem uma época



"Eu tenho um contrato de trabalho. Não posso fazer comentários"

a não perder nos próximos dias


Injustamente, esqueci-me de dizer que encontrei isto nos Jovens de Abril.

provas


Este era o spot promocional que TVI tinha preparado para o relançamento do Jornal Nacional das sextas-feiras (que roubei desavergonhadamente ao Fiat Lux). Depois disto ainda haverá quem acredite que se tratou de uma decisão "de gestão"?

Quanto à reportagem sobre o Freeport emitida ontem, ainda falta que Manuela Moura Guedes, e apenas ela, venha confirmar se se trata efectivamente da famosa reportagem anunciada, ou se foi servida aos espectadores uma versão "higienizada".

Perante isto tudo, quantas provas mais serão precisas para se perceber o que se passou, de facto?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

nunca pensei que um dia ia estar de acordo com este senhor

"O PS-Governo de Sócrates não consegue coexistir com a liberdade dos outros. Criou uma central de propaganda brutal que coage os jornalistas. Intervém nas empresas de comunicação social. Legisla contra a liberdade. Fez da ERC um braço armado contra a liberdade (a condenação oficial do JN6ª pela ERC em Maio serviu de respaldo ao que aconteceu agora). Manda calar os críticos. Segundo notícias publicadas, pressiona e chantageia empresários, procura o controle político da justiça e é envolvido em escutas telefónicas. Cria blogues de assessores com acesso a arquivos suspeitos que existem apenas para destruir os críticos e os adversários políticos. Pressiona órgãos de informação. Coloca directa ou indirectamente “opiniões” e “notícias” nos órgãos de informação. Etc


salvar o Afeganistão


Acabando com os afegãos será mais fácil instituir uma "democracia" à ocidental. Obama está entusiasmado com esta guerra. Portugal aplaude e participa.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Açores - EUA: a moeda do ódio


Os americanos sempre condicionaram o seu apoio a um eventual processo de independência dos Açores, não às preocupações com a vida e o destino do povo açoriano, mas sim a uma evolução política em Portugal que fosse favorável aos seus interesses. Uma lição importante a não esquecer.

Apesar de algumas passagens que permaneceram censuradas, as transcrições são uma leitura extremamente interessante. Permitem perceber o que é que foi o radicalismo anti-comunista e a forma como não hesitava a recorrer a absolutamente qualquer meio para destruir o PCP. Desde condicionar fundos e pacotes de apoio hmanitário a Portugal, à utilização de dirigentes sindicais anti-comunistas, ao envolvimento da hierarquia católica, a conversações secretas com todos os outros partidos políticos, garantido-lhes apoio e financiamento. Entre estes últimos, destaca-se o PS, referido várias vezes durante a conversa como um aliado seguro e, mesmo mencionado como os "Socialistas Anti-Comunistas" pelo Boston Sunday Herald (ver a página 16 do PDF).

Para quem se interessa e ainda se apaixona por estas questões da nossa história recente, há aqui lições valiosas a ser aprendidas. E creio que uma delas é que também os Açores foram usados como peão numa guerra suja, na qual os ideiais que eram professados pelas bases nunca foram levados a sério pelas cúpulas e em que os legítimos desejos dos açorianos foram simples moeda de troca do mais primário, básico e rasteiro ódio anti-comunista.

o longo braço da censura rosa


Ao que parece, a decisão terá mesmo partido do grupo espanhol Prisa, que assumiu uma posição relevante na Média Capital, detentora da TVI, e que já tinha ditado o afastamento de José Eduardo Moniz. Este, aliás, afirma o que já todos notámos: "Há um cerco à liberdade de informação!"

Resta falar sobre as conhecidas e assumidas ligações do Grupo Prisa a José Rodriguez Zapatero e ao PS espanhol, nomeadamente no papel decisivo que o jornal El Pais teve nas suas últimas vitórias eleitorais. Percebe-se assim melhor a importância das amizades ibéricas para José Sócrates. E fica-me a pergunta: Haverá alguma coisa que o PS não faça para se agarrar ao poder?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ainda bem que PS e PSD elegeram Durão Barroso


E sabem quem é que também elegeu esta senhora? Acertaram: Luís Paulo Alves e Maria do Céu Patrão Neves.

a 2ª linha da resistência

A montanha pariu um rato. Estamos a falar, caro leitor, da montanha de publicidade prévia que precedeu a apresentação pública (a semana passada) do programa eleitoral do PSD às próximas eleições para a Assembleia da República.

- Num país em recessão, com um nível de desemprego já alarmante para o seu futuro próximo e que, apesar disso, continua a subir sem qualquer travão político;

- Num país onde se tem executado uma política modelar de degradação da actividade produtiva, em particular das pequenas e médias empresas, tanto no sector primário como secundário, abrindo as fronteiras à importação de praticamente tudo;

- Num país onde os direitos e condições sociais perdem dignidade em marcha acelerada e inversamente proporcional à “dignidade” das desigualdades e à impunidade da corrupção;

- Num país onde a Democracia Económica e Social definha de dia para dia e se distancia dos seus mais directos e legítimos beneficiários: os trabalhadores no activo e aqueles que se reformam;

As propostas políticas “alternativas” apresentadas pelo PSD mais se assemelham a uma mudança de rótulo, acompanhada de um desagradável toque “old fashion”, na essência política que tem vindo a ser sistematicamente aspergida sobre a sociedade portuguesa.

Trata-se afinal de suspender o TGV e o alargamento da rede de auto-estradas; reintroduzir o chumbo escolar por faltas; inviabilizar a liberalização do casamento homossexual; do alargamento das uniões de facto, e pagar os magistrados à tarefa. São estas as “grandes” diferenças palpáveis…Nada que, perante uma eventual maioria relativa do PS ou do PSD, obstaculize a tentação de qualquer dos dois para a formação posterior de um governo de bloco central, como já certas vozes autorizadas (e angustiadas com a perspectiva de outras eventuais alianças) se apressam a augurar.

Insistir na desintervenção estatal em áreas estratégicas como a economia, saúde, a água ou o apoio social, na sequência das privatizações do actual governo; falar em revisão da avaliação dos professores, depois da actual ministra se propor fazê-lo para o ano; insistir no não aumento dos impostos (e depois dizer que afinal foi necessário subir o IVA…); apresentar a construção do novo aeroporto, em vez de cadenciada por fases, cadenciada por módulos!!; insistir no combate (estéril) ao desemprego, tal como constantemente ouvimos da boca do Primeiro-ministro, isto nada tem a haver com diferenças. “Isto” são semelhanças profundas de política…a que se juntam, e não é de somenos, as semelhanças em relação à política europeia.

O PSD, expectativas criadas à parte, afinal não veio manifestar qualquer espécie de interesse em mudar as políticas estratégicas dum país que anseia a mudança. Perante a emergência desta, diria mais, parece antes querer defender-se dela…

A ansiada mudança, só possível sem maiorias absolutas, ainda terá de enfrentar portanto a eventual resistência, em segunda linha, do recurso ao bloco central. Para os usufrutuários da actual política instalada em Portugal (cada vez menos, mas cada vez mais poderosos), um governo PS/PSD torna-se obviamente a saída mais segura. Não será no entanto inevitável, nem a única saída possível para ausência de maiorias absolutas de qualquer dos dois partidos. E, como fica claro, o bloco central, será tanto mais facilmente removível quanto maior “massa” política apresentarem as opções não abstencionistas do eleitorado à esquerda...
Mário Abrantes

terça-feira, 1 de setembro de 2009

oportunidade ou falta dela?


Sem dúvida, uma boa ocasião para dizer alguma coisa simpática aos imigrantes, para quem o PS criou uma lei de estrangeiros que os considera mercadoria descartável e precária e que até criou um sistema de quotas para os ir afastando do território nacional.

Mas seria caso para perguntar: Então o que é que andou Ricardo Rodrigues a a fazer nestes últimos 4 anos na AR? Só agora se lembrou do assunto?

Fica, apesar de tudo, o registo de que então o PS vai com certeza aprovar a proposta que o PCP Açores apresentou em Maio passado, para garantir que os imigrantes também têm direito ao desconto nas passagens aéreas. Senão, com que cara ficaria o seu cabeça de lista?

j'accuse


André Bradford continua a ser mesmo o melhor amigo da oposição...

a vida são dois dias




Palco 25 de Abril
Sexta-feira21h30: Grande Gala de Ópera Sábado15h00: Krissy Mathews Blues Band16h00: Gazua 17h00: Blind Zero 18h00: Tabanka Djaz 19h00: The Men They Couldn’t Hang 20h00: Ciganos d’Ouro 21h30: Vitorino e os Cantadores do Redondo 22h30: Willie Nile 23h30: Clã Domingo14h30: Skalibans 15h30: Bandarra 16h30: Peste & Sida 18h00: Comício19h30: Ska P 21h00: David Fonseca

Auditório 1º de Maio
Sexta-feira 21h00: Maria Alice 22h00: Roda de Choro de Lisboa 23h00: Vanessa Alves 24h00: Francisco Naia Sábado14h00: Post Card Brass Band15h00: Telectu e convidados 16h00: Voces del Sur 17h00: Carla Pires 18h00: Nelson Cascais 19h00: Seth Lakeman 20h00: Frei Fado Del Rei 21h00: Hazmat Modine 22h00: Laurent Filipe 23h00: Guy Davis 24h00: Maria João e Mário Laginha
Domingo14h00: Luísa Amaro 15h00: Samuel 16h00: The Soaked Lamb 17h00: João Lencastre Communion 19h30: Aldina Duarte 20h30: Tereza Salgueiro

Palco Arraial
Sexta-feira21h00: Rogério Charraz22h30: AganjúSábado15h00: Grupo Canto Coral Alentejano do Alvito15h30: Rancho Folclórico de S. José da Lamarosa16h00: Rancho e Grupo de Bombos da Casa do Povo de Paul16h45: Rancho Regional de S. Miguel17h30: Grupo Folclórico Ceifeiras de Gondar18h15: Rancho Folclórico de Vila Franca da Beira19h00: Rancho Folclórico de St.ª Valha19.45: Alentejo20h30: Grupo Coral Alentejano da Casa do Povo de Cercal do Alentejo21h00: Grupo de Cantares de Ervedal - Avis21h30: Rancho Folclórico C.D.C. S. Paio de Oleiros22h15: Grupo Folclórico de Santiago Cruz23h00: Banda de Gaitas de Santiago de Cardielos23h45: Rancho Regional do Cabo (de Assequis)00h30: Rancho Folclórico Alegria da Nossa TerraDomingo14h15: Rancho Folclórico «Os Camponeses de Arraiolos»15h00: Rancho Folclórico «A chama»15h30: Grupo Folclórico de Esgueira16h15: Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros17h00: Rancho Folclórico e Etnográfico «Os Oleiros»21h00: Arranca Telhados

Avanteatro
Sexta-feira20h30: Trio «Animatto» (bar)21h00: O Professor de Darwin, A Barraca23h00: Humanum Fatum, PIA – Projectos de Intervenção Artística (exterior)24h00: Nasrudin, O Gato que ladra e Companhia La Fundición01h00: Da Cor da Madeira, Quine (bar)Sábado11h00: Os macacos a correr... e os meninos a aprender!, Intervalo Grupo de Teatro (infantil)15h00: Conto-te Abril, MACAPI (infantil/exterior)20h00: Trio «Animatto» (bar)20h30: Comédia Mosqueta, Companhia de Teatro de Almada 22h00: Sobre Rodas, CIM – Companhia Integrada Multidisciplinar (exterior)23h00: Humanum Fatum, PIA – Projectos de Intervenção Artística (exterior)24h00: Poemas da minha vida, Io Apolloni01h00: Jazz, António Palma e convidadosDomingo11h00: História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a Voar, Teatro Art’imagem14h30: Elogio ao ½, Pedro Sena Nunes (Cinema Documental)15h45: Grupo Síntese, Música contemporânea16h30: Conto-te Abril, MACAPI (infantil/exterior)20h30: Canções de Brecht, Companhia de Teatro de Almada 21h30: O Menino é Lindo, música e animação

Palco da Solidariedade
Sexta-feira 19h00: João Queirós (música portuguesa)20h00: MGBoos (hip-hop)21h00: Duo Blues (blues)22h00: Sendai (fusão)23h00: Ruca Fernandes (fado)Sábado14h00: João e a Sombra (música portuguesa)15h00: Debate: Chipre – uma ilha, um povo, um país 16h30: Andreia Macedo – Stand up Poetry17h30: Debate: América Latina – Luta, progresso e cooperação 20h00: Os Minhotos (Grupo de Gaitas da Galiza)21h00: Luna Triana (Sevilhanas)22h00: Guents Dy Rincon (música de afro-latina de intervenção)23h00: GRupetto Trio (Bossa Nova)00h00: Alfredo Becker (Chile)Domingo 14h15: Debate: A crise do capitalismo, repressão e militarismo16h30: Almariados (rock dos anos 80)20.15: Voces del Sur (música latino-americana)21h15: Andrés Stagnaro (Uruguai)

Palco Novos Valores
Sexta-feira20h00: nUdE 00h00: Deathly MindSábado 19h00: Apply Zii20h00: Strap 5821h00: Green Eco22h00: Ho Chi Min23h00: Vespa00h00: Lirio Cão Domingo 15h30: The Rambles19h30: Estroina20h30: Seven Thousand21h30: An x Tasy

Café Concerto de Lisboa
Sexta-feira19h00: La Chanson Noire20h00: Martim Vicente21h00: Madshoff 22h15: Trip Inn23h15: Booster24h30: Motel AlbarquelSábado15h30: Debate Liberdade e Direitos Culturais, com André Levy, Cláudia Dias, Domingos Lobo, Nuno Góis e Pedro Penilo18h00: Lançamento do Caderno Vermelho n.º 1720h00: Quarteto Edgar Nogueira21h00: Homenagem a Ary dos Santos – Serei tudo o que quiserem/Poeta castrado não22h30: Grupo de Guitarra e Canto de Coimbra do C.C.R. Santarém23h30: Nuno do Ó24h15: Voces del Sur01h00: Gimba & MataDomingo 15h30: Debate Soeiro Pereira Gomes. O artista e o Partido. O tempo e os lugares, com Filipe Diniz, Manuel Augusto Araújo e Manuel Gusmão20h00: Los Cubos21h00: Paulo Saraiva22h00: Mistura Pura

Palco Setúbal
Sexta-feira21h00: Vozes da planície, música tradicional portuguesa 22h15: Palhaço Mágico23h30: A TASCA, tunaSábado10h30: Debate CDU nas autarquias locais e na Assembleia da República17h00: Banda In the Flesh 18h00: Banda Sex Ianuae19h00: Ecos, música tradicional portuguesa20h00: Raízes de Cabo Verde21h15: Manuel Rocha, com base nas recolhas de Michel Giacometti21h45: Banda Bluzz22h45: Marco Alonso, Flamenco/Jazz 00h00: Filipe Nasciso, música portuguesaDomingo10h30: Debate Combate à precariedade no distrito de Setúbal16h00: Café e amor: uma grande palhçada, teatro17h00: Palhaço Mágico20h00: Tony da Costa e Amigos21h15: Banda Sunya

Espaço Alentejo
Sexta-feira21h30: Homenagem a Michael Giacometti com intervenção de João Honrado22h00: Grupo de Cantares de Brotas23h00: Oppuente24h00: Grupo de Música Popular dos reformados de Vendas NovasSábado 11h00: Apresentação do livro A Reforma Agrária é Necessária, de António Gervásio15h00: Grupo Coral Alentejano da Casa do Povo de Cercal do Alentejo16h00: Debate: O Alentejo precisa de outra política18h00: Grupo Coral Trabalhadores de Ferreira do Alentejo19h00: Grupo Coral do Alvito21h00: Grupo de Cantares de Viana do Alentejo22h00: Amantes do Alentejo de Alvalade Sado23h00: Grupo de Cantares de Ervedal24h00: Grupo de Intervenção Musical Alencante de Vale de VargoDomingo 11h00: Debate: CDU – O Alentejo e as batalhas eleitorais14h30: Grupo Coral as Ceifeiras de Entradas15h00: Grupo de cante tradicional Alentejano os Almocreves15h30: Grupo Coral e Instrumental Banza20h30: Grupo de Cantares de Évora21h30: Brigada 14 de Janeiro

Palco Santarém
Sexta-feira 21h00: Brent23h00: PressplaySábado14h00: Pedro Salvador16h30: Grupo «Zé Pedro do Xutos» 21h30: Rock´n Road 23h00: FadoDomingo14h00: Tarde dos tocadores de ouvido 16h30: Maranos21h30: Ovo de Colombo

Outros palcos e animação
Fora dos palcos também se faz a Festa. Durante os três dias e um pouco por todo o recinto, vários grupos animam as hostes. Este ano há presenças tão variadas como o Grupo de Bombos de Sebastião Darque e o da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo, o Grupo de Gaiteiros Tíbia ou o Grupo de Pauliteiros da Cidade de Miranda do Douro. Os Tocá Rufar, que uma vez mais trazem à Atalaia a alegria da juventude e os sons – reinventados – da música popular portuguesa, estarão também presentes, assim como os Fara Fanfarra, com a sua sonoridade entusiasmante, e os Araquejar. Também os DJ’s marcarão forte presença.