sábado, 9 de janeiro de 2010

premiar a má gestão

Verde Golf recebe 83.000 euros de subsídio para manter postos de trabalho

Estou de acordo com a necessidade, no actual contexto, de medidas proactivas de defesa do emprego e também não me choca nada que o Governo intervenha directamente ou mesmo que subsidie.

Mas arrepia-me que nos Açores se continue a premiar a má gestão, como neste caso, em que uma empresa que beneficiou de todo o tipo de apoios, incentivos e facilidades conseguiu desbaratar o seu capital e enterrar-se nos seus próprios greens. Se calhar a prioridade estratégica ao turismo golfista não foi assim tão boa ideia...

A coisa torna-se triste quando pensamos na quantidade de pequenos empresários, empenhados e conscienciosos, que não têm a mínima hipótese de fugir às sua obrigações e para os quais não existem nem apoios, nem benesses, nem padrinhos.

4 comentários:

Anónimo disse...

Quando se atribuem apoios, corre-se sempre esse risco.
Premeia-se quem prevarica, sendo injusto para quem gere bem.

Não seria melhor deixar ir à falencia, matando quem não tem talento, e dando oportunidade a quem o tem?

Viva a Esquerda Pão e Circo disse...

Essa ideia de que se devem alimentar empresas moribundas para salvar postos de trabalho é a mesma coisa que por os trabalhadores a pagar os seus próprios salários. Antecipadamente, claro.

Anónimo disse...

"O Governo dos Açores atribuiu à Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) um subsídio a fundo perdido no valor de 52.000 euros com vista a apoiar a valorização continuada do leite produzido naquela ilha do Grupo Central do arquipélago.", notícia do FaialDigital.

Anónimo disse...

Os pequenos empresários têm uma hipotese de fuga: é deixar de cumprir as obrigações. Fechar o estaminé. Deixarem o grupo dos contribuintes líquidos do orçamento de estado e passarem a engrossar o, cada vez maior, grupo dos consumidores líquidos do orçamento de estado.