quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

se a verdade não presta, arquive-se a verdade


A maioria socialista não teve outra escolha senão aceitar a criação da comissão, que a oposição podia criar potestativamente, mas o ressentimento ficou e as polémicas vão-se sucedendo.

Primeiro foram as isentas "preocupações" do Presidente do Tribunal de Contas, (como se uma comissão parlamentar alguma vez lhe fosse invadir as competências!), Depois o argumento de que o acordo com os Estaleiros de Viana do Castelo tornava inútil as deliberações da Comissão. Mais recentemente, alguns tentaram, no plano técnico, questionar a legalidade da Comissão, esquecendo que o Parlamento tem,« inteira e directa legitimidade para discutir, aprofundar e avaliar o que bem entender.

Ontem, no Parlamento Regional, o PS deu mais um passo na sua tentativa de sacudir esta incómoda Comissão, com o Secretário Regional da Economia a decretar que os navios eram "assunto encerrado". É impossível não pensar que todo este desconforto só pode denunciar má consciência...

A verdade não se arquiva. Os açorianos têm o direito de saber o que correu mal e porque é que, afinal, ainda não têm navios para o transporte inter-ilhas.

7 comentários:

geocrusoe disse...

Desconheço a componente relativa ao Tribunal de Contas, mas se o PS deixasse que este processo fosse investigado a sério, certamente haveria responsáveis políticos que teriam de assumir graves erros e isso não é típico do Portugal dos tempos actuais... há sempre um obstáculo para impedir isso.

Anónimo disse...

responsáveis políticos?! o problema é que já não são responsáveis políticos... a não ser que te refiras ao Cordeiro...

Anónimo disse...

Esta história das barcaças, sem dúvida, já cheira mal.
Será que não temos outros problemas para discutir?
Em que medida é que chafurdar neste assunto, a nossa felicidade colectiva aumenta?

Tiago R. disse...

Na medida em que é preciso perceber se a Região perdeu ou não dinheiro (tempo já sabemos que perdeu), quanto e quem é que é responsável.
Até para evitarmos que se repita!

Anónimo disse...

O problema é que não é.
Discutem-se assuntos já resolvidos só porque, no palco da ALRAA, há que dar nas vistas.
Ainda não perceberam que ninguém lhes passa cartão, a não ser eles próprios que falam para se houvir.

Politicos?
Longe.
Muito longe da porta.

Anónimo disse...

Eu também não gosto de política, mas quando me falta o dinheiro ao fim do mês mudo logo de ideia.

Anónimo disse...

Nunca se constou que os politicos ou a politica trouxessem dinheiro a ninguém. Aqui. Na rica América. Na desaparecida URSS ou na falida Cuba.
Bem pelo contrário.
A politica traz dinheiro sim, aos politicos.

O que traz prosperidade não é a esperteza para o negócio nem a ambição.
É a vontade de trabalhar e seriedade de principios.