quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

lixo? não. ouro.


A empresa Recolte vai receber cerca de 184.000 euros por ano da Câmara da Lagoa para proceder à recolha dos resíduos sólidos, durante oito anos.

É apenas mais um passo, entre outros dados também pelo Governo Regional, com vista à privatização da gestão de resíduos e outras actividades de protecção ambiental, num caminho perigoso em que a experiência de outros concelhos em Portugal já mostrou não haver quaisquer vantagens económicas, apenas a redução de direitos e salários dos trabalhadores envolvidos (que deixam de ser funcionários municipais) e, sobretudo, mais um chorudo negócio para entregar à cobiça privada.

2 comentários:

Rogério Paulo Pereira disse...

Tiago,

A privatização desses e de outros serviços prestados pelo municípios só tarda por tardia, pois devia ser regra. É assim que se promove trabalho e postos de trabalho.
É assim que as coisas funcionam na maioria das cidades de países que vivem melhor que nós.
Ser funcionário municipal é pertencer a algum tipo de casta, para ser uma desgraça quando se deixa de ser?

Tiago R. disse...

O problema não é ser funcionário municipal ou não, mas sim que salários e direitos se tem ou não.

Mas o pior é que, noutros municípios onde foram tentadas experiências do género, em Portugal, não só se reduziu a qualidade do serviço como se aumentou o seu custo.