quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

nem à tacada

Governo Regional dedica-se ao golfe

Depois de aplicar uns quantos milhões de euros do dinheiro dos contribuintes em incentivos à Verdegolf, SA, o Governo Regional vê-se agora obrigado a assumir a exploração dos campos de golfe da Batalha e das Furnas pelo período de um ano, renovável (já se sabe).

É uma forma simpática de premiar a gestão ruinosa de uma empresa que parece ter vindo aos Açores apenas para colher subsídios e agora vir alegar dificuldades por causa dos negócios que tem na Madeira. Mas, sobretudo, é a tentativa de salvar a face perante o que é o resultado esperado duma aposta errada num tipo de turismo para o qual não temos nem apetência, nem vocação e, nitidamente, nem mercado. Resta agora ao Governo Regional apenas ir tentando tapar o sol com a peneira, dizendo que "está tudo bem", "as dificuldades são só conjunturais" e sustentando com os nossos impostos a despesa de mais um elefante branco.

2 comentários:

geocrusoe disse...

Sobre a tua posição relativa a premiar a gestão ruinosa nada tenho a comentar.
Agora gostaria de ter mais fundamentos sobre a afirmação "aposta errada num tipo de turismo para o qual não temos nem apetência, nem vocação e, nitidamente, nem mercado".
Não contesto, apenas vejo que o PROTA faz exactamente a mesma aposta e não ouço mais ninguém dizer nada.

Tiago R. disse...

A busca de um turismo de elite, com grandes hoteis e resorts à lá Allgarve é uma aposta errada.

Sem entrar na questão dos gigantescos custos ambientais da manutenção dos campos de golfe, a verdade é que as nossas características (até as climáticas) fazem com que existam outros destinos muito mais interessantes e competitivos do que os Açores. Claro que interessa à Região ter alguns golfes, mas não é semeá-los a eito (S. Miguel, Santa Maria, Terceira, Faial e até do Pico se tem falado!) e torná-los o vértice estratégico da nossa oferta turística, como este governo pretende fazer. Temos ofertas melhores e mais distintivas para quem nos visita.
Sobre o PROTA: conheço ainda mal o Plano e estou melhor do que a maioria dos açorianos, que nem nunca ouviu falar dele. Temos que o GR pretenda precipitar a sua aprovação antes que uma discussão mais alargada seja feita. É hábito...