terça-feira, 27 de abril de 2010

poupar na saúde


A estas remunerações agradáveis somam-se 1080 euros por mês e 630 euros para os vogais do CA de despesas de representação (o que são e para que servem, afinal?).

Este tipo de números ajuydam-nos a compreender porque é que a Saudaçor é uma das principais responsáveis pelo crescimento descontrolado da dívida do sistema regional da saúde. Também desmontam claramente a falácia que nos estão sempre a repetir sobre a "gestão pública sair mais cara" e sobre as vantagens e suposta eficiência da "gestão empresarial". Está visto que as eventuais poupanças que a Saudaçor possa ter trazido devem ter sido todas à conta da qualidade do serviço prestado aos utentes, porque em termos de remunerações dos seus dirigentes, estamos conversados.

10 comentários:

Rogério Paulo Pereira disse...

Tiago,
Onde estão os empresários e a gestão empresarial que não os vejo?
Então isso não é comer à mesa do orçamento?
Se se insistir que um carro é um avião, mesmo assim ele não voa. Assim é a Saudeaçor. Por muitas voltas que dê, não passa de Estado com pretenções a outra coisa qualquer, mas sem empresários e sem gestão empresarial. Se assim fosse há muito que já não existia.

Tiago R. disse...

Tem razão, Rogério, não há aqui empresários mas uma gestão supostamente de "tipo empresarial", ou assim denominada por quem a defende.

Anónimo disse...

Alguém no seu perfeito juizo se dispõe a assumir responsabilidades de graça??

Anónimo disse...

A triste ideia que quem assume a responsabilidade de dirigir ou de medicar deve receber um salário igual ao colaborador das limpezas é tirana.
Só pode ter sucesso na cabeça de comunistas.

Tiago R. disse...

Há de me explicar quem é que defendeu que um dirigente de serviço deve receber um salário igual ao pessoal da limpeza.

O que digo é que um Director de Departamento ou equiparado, funcionário público de carreira é muito mais barato e quase com certeza mais competente.

Anónimo disse...

Funcionario público de carreira mais competente?

Sem cultura de mérito, não há competência. Há vicios.

Tiago R. disse...

E receber despesas de representação durante o mês de férias é cultura de mérito???

Anónimo disse...

É vicio.
É vicio não querer ser avaliado.
É vicio ter direito a sete horas de faltas por mes, sem perder um escudo, porque é um direito.
É vicio meter atestados a torto e a direito, equanto se anda a folgazar pelas ruas.
É vicio julgar que se tem emprego eterno, como se o estado tivesse obrigação de nos aturar.

Eu acabava com tantos vicios!

Tiago R. disse...

É vício.
É vício tentar confundir não querer ser avaliado com querer ser avaliado com justiça.
É vício acabar com o direito a dar assistência à família ou a cumprir outras obrigações.
É vício querer tentar confundir os casos pontuais de corrupção, que por acaso também envolvem médicos, com quem não pode trabalhar porque está doente. Ou será que é vício de pôr as pessoas a trabalhar doentes ou não?
É vício julgar que as pessoas devem ser despedidas de 6 em 6 meses, mesmo que cumpram as suas funções com lealdade e eficácia durante anos a fio.
É vício atirar os problemas causados por quem governa o país para as costas largas (mas ossudas e mal alimentadas) dos funcionários públicos.

Eu já desisti de tentar acabar com tantos vícios. O tempo encarregar-se-á disso.

Anónimo disse...

Lol

Eu não vou desistir.