sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Hiroshima

Há 65 anos atrás foi cometido o que foi talvez um dos maiores crimes da história humana. O assassinato instantâneo de cerca de 70.000 civis e, a prazo, de mais 200.000, estima-se. Fica, juntamente com Nagasaki, três dias depois, como o único ataque nuclear da história.

E muita gente pensa que se tratou apenas essencialmente de uma demonstração de força por parte dos EUA, do seu recém adquirido poder nuclear e da sua resolução em usá-lo porque, militarmente, o Japão estava completamente derrotado. Será possível justificar o genocídio?

11 comentários:

geocrusoe disse...

Não estava explícito se de imediato ou a longo prazo, mas hoje a Euronews dizia cerca de 140 mil em Hiroshima e 70 em Nagasaki, a ser instantâneo, daria um valor mais elevado que o do post.
Sobre se foi uma demonstração de força desnecessária, não tenho opinião, já ouvi as versões contrárias e não tenho elementos suficientes para decidir e prefiro não politizar esta questão porque tal não facilita nada a racionalização de se olhar o futuro da humanidade.

Tiago R. disse...

Em relação à polémica dos números, confesso que não aprofundei demasiado a questão, nem creio que seja a mais importante. Quando se fala de vítimas, o único número que importa é 1.

Discordo completamente da 2ª parte da sua opinião. Pelo contrário, é mesmo preciso apriofundar as causas, apontar os responsáveis, "politizar", se quiser, para que possamos aprender com experiência e fazer um futuro melhor para a humanidade.

Anónimo disse...

Exatamente.
Aprofundar.
O assassinio de milhares de camponeses por Estalin.
Os mortos nos campos de concentração siberianos.
Os genocidios cometidos no Caucaso.
A vergonheira do muro de Berlin.
A entrega das antigas colónias portuguesas ao comunismo internacional.

Aprofunde-se.

Tiago R. disse...

Está a atirar com isso para o ar para ver se disfarça os mortos de Hiroshima, ou é só nostalgia de poder explorar os povos africanos?

Anónimo disse...

Estou numa de polémica.

Tibério Dinis disse...

Tiago,

não vou discutir uma série de afirmações que fazes, até porque não valeria a pena.

Mas deixo três pontos de análise:
- Mesmo com as bombas atómicas e com a rendição japonesa, houve unidades militares japonesas a renderem-se só na década de 50 e militares isolados em ilhas a renderem-se até à década de 70.

- O Japão não estava já derrotado. A batalha por Iwo Jima, demorou dois meses. Um pedaço de terra sem nada. Ou ainda a Batalha por Okinawa que demorou 3 meses, outro pedaço de terra. Ainda se estava muito longe do centro do Japão. Já para não falar das tácticas militares japonesas.

- Se fizeres o esforço intelectual de ver os dados das baixas nas diversas batalhas perceberás que houve muitas batalhas muito mais sangrentas do que as bombas atómicas. Por exemplo em Okinawa só os japoneses tiveram mais baixas do que os 70.000 civis que apontas.

Foi um desfecho sangrento, foi. Só que as pessoas atribuem um impacto às bombas, porque foi dois engenhos em segundos a provocar um numero determinado de mortos. Mas se juntarem duas ou três batalhas do pacífico - e com menos impacto visual - temos um número muito maior de mortos. Todas as operações para que poderiam desencadear o fim da guerra estavam preparadas para o final de 45 e 46. Se pensares que na Europa o dia D foi em 1944, que houve duas frentes e que demorou um ano até que a URSS entrasse em Berlim.
No Japão, com um combate bem feroz, só com uma frente, a URSS ainda estava na actual Coreia do Norte, a guerra acabaria com sorte em 47 e com um número devastador de mortos.

"Quando se fala de vítimas, o único número que importa é 1." Bem, se formos a falar do número mais alto de vitimas dos gulags, a discussão das bombas atómicas é coisa de meninos.

David M. Santos disse...

Pensava que matar civis (mulheres, crianças, velhos) era crime… Mas afinal, são só números? Como é possível justificar os crimes? E, já agora, será que também NÓS somos ou seremos números alguma vez?

Anónimo disse...

Caro David
Nós talvez não. Mas os nossos filhos....

Será que vão apanhar alguma guerra?
Será que terão como dirigente algum vampiro doido?

Nenhum alemão supunha Hitler demente.
Nenhum alemão antes da guerra imaginava o que daí a dias se ia seguir.
Ninguém no principio do século imaginava a 1ª guerra e a mortandade que gerou.

Esta globalização pos-nos a todos mais expostos.
A obstinação de certos partidos em defenderem modelos sócio-económicos falhados, que não resultaram em lado nenhum, fragiliza-nos.

Vale a pena reflectir-mos um bocadinho nestas coisas.
Porque da guerra, parece-me, já estivemos maios longe.

Nuvem Negra disse...

A verdade é que na História da Humanidade foi os EUA que utilizaram cobardemente armas de destruição maçica.

Não foi o Estaline, nem o Hitler, nem o Saddam.

Todos os anteriores foram ditadores e assassinos, mas não é por isto que podemos justificar ou mesmo branquear as acções terroristas e assassinas dos EUA.

A recente invasão do Iraque, só por si, devia levar ao banco dos réus os responsáveis americanos envolvidos.

Foi uma guerra ilegal e que provocou directa e indirectamente centenas de milhares de mortos, refugiados, ódios, guerras religiosas e desestabililização mundial.

Com esta escalada não duvido que dentro da próxima década haverá uma guerra nuclear e que poder ser fatal para as ambições dos EUA.

Os EUA perderão a próxima guerra, pois estão a perder no Afeganistão e no Iraque perderam aquilo que é mais importante numa nação: a honra e o respeito.

Podem começar a fazerem abrigos anti-nucleares, pois doravante o «calor» vai começar a apertar!

Anónimo disse...

tá boa!
as bombas foram cobardes e o ataque japuna a pearl harbor foi coragem e legal.

Nuvem Negra disse...

E o ataque criminoso à cidade de Bagdad e à sua população?

E o saque organizado pelas forças armadas americanas ao Museu de Bagdad?