terça-feira, 7 de setembro de 2010

erro recorrente


Apesar de ainda mal assumido pelo Ministério da Educação, parece que vai mesmo concretizar-se o fim do ensino recorrente, vulgo ensino nocturno.

Para poupar uns poucos de milhares de euros, este Governo vai fechar as portas a milhares de cidadãos, jovens e menos jovens, que querem aumentar as suas qualificações e, muitas vezes, realizar por fim o sonho universitário, empurrando-os para os descredibilizados e quantas vezes inúteis cursos das "Novas Oportunidades".

A possibilidade de conciliar os estudos com uma ocupação profissional é muitas vezes decisiva para o prosseguimento dos estudos de muitos portugueses. Como ex-aluno do ensino nocturno que sou conheço muitas histórias de gente que não teve nem tem outra alternativa credível.

É um erro sério, este de comprometer ainda mais o futuro de um país com baixas qualificações. Por parte dos Governos de José Sócrates tem sido um erro recorrente.

3 comentários:

Anónimo disse...

O rendimento do ensino recorrente é baixissimo.
Os custos enormes, porque quem dá aulas de noite tem reduções de horário.

Dei aulas à noite 5 anos.
Aquilo era uma desgraça.
Dormiam nas aulas.
Havia indisciplina.
Não tinham aproveitamento.

Tem mais lógica investir nos mais novos, com outras perspectivas, e com outras possibilidades de progredir.

Isto é assim. As oportunidades sao dadas a todos. Ou se aproveitam na altura certa ou entao....

Tiago R. disse...

O problema é que quando alguém desperdiça oportunidades é também o país (sobretudo o país) que sofre com isso. E então que fazemos com os mais velhos? Mandamo-los para o lixo?

E, se calhar valia a pena pensar porque é que o rendimento do recorrente é tão baixo. Será porque se tratam de alunos que foram "empurrados" para essa situação por terem mesmo de trabalhar para sobreviver?

Anónimo disse...

Ninguém, suponho eu é empurrado para situação nenhuma nos dias que correm. Uns aproveitam (ou sabem aproveitar)outros não.
Não é justo é que, por causa de uns, que não quiseram a tempo e a horas valorizar-se, se prejudique outros.

Os investimentos devem ser feitos com duas lógicas: dar oportunidades iguais a todos (e hoje "obrigam-se" todos a ter oportunidades com a escolaridade obrigatória), e priviligiar os melhores, porque necessitamos como do pão para a boca de gente competente e capaz.

Andar a arrastar e a investir em quem não quer ou não quiz, tem uma percentagem de retorno baixissima.
E não é justo que, num país carente como o nosso, se façam investimentos de baixo retorno.