sexta-feira, 17 de setembro de 2010

nós protegemos, eles exploram

O Subsecretário Regional das Pescas assumiu publicamente o que de há muito se sabia: a redução da Zona Económica Exclusiva originou uma enorme pressão sobre a sustentabilidade ambiental dos nossos mares.

A abertura do mar dos Açores fez aumentar o esforço de pesca por parte de frotas internacionais de grande capacidade que passaram a operar nesta zona. Sobre o verdadeiro nível deste esforço apenas podemos especular, porque é uma actividade sem controle.

A proposta de criar uma zona de protecção de 200 milhas é meritória e útil, mas não consegue esconder a hipocrisia de quem apoiou um processo de integração europeia que nos conduziu à actual situação. Mas não basta proteger-mos, o que é preciso é que sejam em primeiro lugar os açorianos a beneficiar dos proveitos económicos do seu próprio mar. Mas nisso, nem o Subsecretário nem o seu partido estão interessados.

4 comentários:

Anónimo disse...

Estas coisas são assim.
Os Islandeses, os Gronelandeses e os habitantes das ilhas Faroe, não entraram na comunidade para protegeram os seus mares.

Os Açores entraram porque necessitavam de recursos financeiros comunitarios para equipar a sua frota.

Independentemente de terem ou não sabido aproveitar - a culpa aqui é colectiva - não há nunca jantares grátis. Se temos direito ao subsidio, isso implica deveres.
Se não cumprimos com o nosso dever, porque as politicas seguidas não sao as mais correctas ou porque não temos iniciativa, não podemos impedir outros de o fazer.

Tiago R. disse...

Não concordo que a culpa do não aproveitamento dos fundos comunitários seja colectiva. Há responsáveis e são PS e PSD.

E se o processo de integração europeia se tratou de um negócio de venda dos nossos recursos naturais, então deixe-me dizer-lhe que fizemos (os tais responsáveis, em nosso nome) mesmo muito mau negócio.

Anónimo disse...

São opiniões.
A verdade é que ainda hoje pingam cá recursos doutros.

Tiago R. disse...

Uns dez reis de mel coado em troca da delapidação dos nossos preciosos e insubstituíveis recursos naturais? Há um nome para isto: NEO-COLONIALISMO! Só que desta vez estamos no lado mau da equação.

Fomos e somos governados por vende-pátrias!