quarta-feira, 15 de setembro de 2010

política da tasca

Alguma política açoriana está cada vez mais a um nível de tasca. A troca de acusações entre o Presidente do Governo Regional e a Presidente da Câmara de Ponta Delgada há muito que ultrapassou o ridículo e cai agora no reiono da pura deselgância.

Pior que isso, a estéril discussão da "minha festa é melhor do que a tua", opondo o show-off plástico e artificial para televisão ver do Governo com as tabernas portáteis da CM Ponta Delgada, está mesmo muito longe do que são os problemas reais dos açorianos. Mas, esses, PS e PSD não estão mesmo interessados em discutir e por isso se arrastam numa polémica circular e oca, tentando inventar as diferenças que não têm.

6 comentários:

Anónimo disse...

E eu a pensar que o quadro apresentado, era uma taberna de havana, depois do despedimento de funcionarios publicos.

Tiago R. disse...

Em Havana não há tabernas há "bodegas". Em todo o caso, ao contrário do que acontece em Portugal, parece que ninguém foi despedido.

Anónimo disse...

As palavras do camarada Fidel são intocáveis.
Depois de Cuba resta o quê? A gloriosa Coreia do Sul de Kim il Sung.

Anónimo disse...

A argúcia do primeiro comentador, associada à errata do autor do post tocam no ponto certo.

A imagem retrata uma bodega de havana, depois das ultimas declarações do camarada Fidel.

Tiago R. disse...

Em resposta a vários pedidos de diferentes órgãos de Comunicação Social, sobre aspectos da situação em Cuba, o Gabinete de Imprensa do PCP entendeu divulgar a seguinte nota.

É ao povo cubano que compete, soberanamente, tomar as decisões que considere mais adequadas para prosseguir a construção do socialismo, consolidar as conquistas alcançadas e defender a soberania e a integridade territorial do seu país.

Não se pronunciando sobre decisões de natureza económica em curso em Cuba, importa sublinhar que a deliberada distorção difundida para apresentar como despedimentos o processo de reorganização de actividade com “reorientação laboral de trabalhadores para outros postos de trabalho” e “outras formas de relação laboral não estatal como o arrendamento, o usufruto, cooperativas e trabalho por conta própria”, mantendo em muitas situações a mesma actividade que exerciam com a garantia dos direitos e apoios sociais, como salienta a Central dos Trabalhadores de Cuba, tem por objectivo não apenas prolongar o ataque a Cuba, como procurar justificar a ofensiva dirigida no nosso país contra os trabalhadores com vista à liquidação de direitos e o aumento da exploração.

Quanto às recentes medidas de “actualização do modelo económico” em vigor, num momento em que o mundo é sacudido por uma violenta crise do capitalismo, há razões para confiar que uma revolução que tem heroicamente resistido ao criminoso bloqueio dos EUA e que já por duas vezes se viu forçada a reestruturar a sua economia – após a libertação do colonialismo norte-americano e na sequência das derrotas do socialismo na URSS e Leste da Europa – enfrentará com êxito novos problemas surgidos no seu desenvolvimento, e as exigências de afirmação do seu projecto de construção do socialismo.

Tiago R. disse...

Acho tocante essa preocupação com os funcionários públicos cubanos por parte de quem sempre disse o que Maomé não dizia do toucinho dos funcionários públicos portugueses!
;)