sexta-feira, 8 de outubro de 2010

insustentável

Leio no Relatório do Parque Automóvel da Região Autónoma dos Açores que somos das regiões do país com mais veículos por habitante e, pior, a Região onde, ao contrário do Continente, o parque automóvel continua a aumentar substancialmente.

Mas ainda mais estranho é o facto de São Jorge ser a ilha com mais veículos por habitante. Mas... depois de se conhecer a absoluta ausência de transportes terrestres nesta ilha, bem como a sua geografia, claro está, talvez não pareça assim tão estranho.

O que isto é com certeza é completamente insustentável. Do ponto de vista ambiental, mas também económico. Cruzem a estatítistica do PIB per capita com este dado e ficamos a perceber a dimensão da fatia do orçamento das famílias açorianas que é absorvida pela questão do transporte individual, habitualmente o único disponível. Também vale a pena olhar para este fenómeno em termos dos seus efeitos na nossa dependência energética e, mesmo, do endividamento na Região. Serão precisos mais argumentos para percebermos a urgência e prioridade que deve ter a criação de uma verdadeira rede de transportes públicos terrestres?

4 comentários:

Anónimo disse...

O cruzamento do PIB com o número de viaturas mostra uma coisa: o PIB das pulicações é falso.
Não contabiliza os biscates. Não contabiliza a economia paralela e esquece a agritultura de subsistencia açoriana ancestral, que ainda permanece.

Anónimo disse...

Pois é. Os açorianos afinal são todos ricos só que ninguém sabe!

Anónimo disse...

Todos não.
Mas que há muita vaca que esconde o leite, há.

Anónimo disse...

Como é que circulam por aí jipes de 50000 € como lambretas na india? Com ordenados de 700 €?
Desculpem mas não é.
Como é que aparecem por aí carros de alta gama, como se estivesse-mos em Monterrey?
Com ordenados de 700 €?
Desculpem mas não é.

É por uma razão muito simples. Porque há os afazeres principais, que garantem as verbas e há o suplementar, o tal emprego onde nada se faz.