segunda-feira, 18 de outubro de 2010

inutilidade


Está assim a questão naturalmente reconduzida à inutilidade política que sempre foi. Como já aqui escrevi, a eliminação desta figura representaria, no plano simbólico e no plano político, avançar para uma outra arquitectura do estado, já não unitário, mas sim federal. E, também já o disse, essa era uma fronteira que esses três partidos nunca atravessariam, apesar do raivoso verbalismo autonomista dos respectivos líderes regionais. Carlos César, Berta Cabral e Artur Lima sabiam-no muito bem. E, por isso se puderam entregar a essa feliz e descontraída irresponsabilidade para obter ganhos políticos.

O que resta? A clara demonstração do escasso peso político que as estruturas açorianas destes três partidos têm nas suas estruturas nacionais e, sobretudo, a inutilidade dos jogos políticos a que tantas vezes se entregam. Como é que podem esperar não ser menorizados se andam a brincar à revisão constitucional passando ao lado dos problemas reais dos açorianos?

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