terça-feira, 9 de novembro de 2010

lucky number seven


Os maiores cortes de sempre nos salários e prestações sociais, aumentos de impostos, redução do investimento público e um generalizado apertar do cinto nacional consagrado no orçamento de estado, afinal, serviram para quê?

É que estes opacos "mercados", estes nebulosos "investidores" que ninguém sabe muito bem quem são, têm tudo menos o interesse nacional em mente. E não é de espantar. A intervenção do FMI, para a qual o Ministro das Finanças tem andado a preparar terreno, vai dar-lhes ainda melhores condições para comprarem Portugal por dez reis de mel coado e amarrarem as futuras gerações a uma pesada dívida, da qual demoraremos décadas a libertar-nos. Para eles, o sete é o número da sorte.

10 comentários:

geocrusoe disse...

É a sorte para uns que sentados enriquecem e o azar para o mexilhão que trabalha e produz riqueza que cada vez fica mais pobre.
Na verdade não estou a achar piada nenhuma ao que está a acontecer a este país...

Anónimo disse...

Lá bem no fundo, é tudo uma questão de inteligência.
Há quem vá fazer fortunas com esta crise e há quem se vai enterrar sem deixar rasto.
E não foi sempre assim ao longo da história?
Só os espertos é que boiam, porque o resto vai ao fundo.

Tiago R. disse...

É capaz de ser mais uma questão dos pontos de partida de cada um...

Só os selvagens é que defendem a lei da selva

Anónimo disse...

Há décadas que foi formulada por Darwin as leis da selecção natural.

Elementar, meu caro.

Tiago R. disse...

Sim, mas aplica-se apenas aos animais irracionais e aos humanos que se decidem (porque lhes convém) a sê-lo.

Anónimo disse...

Qualquer criança na escola percebe que não é igual às outras. Há uns, menos inteligentes e há outros mais espertos.

Que o mundo é dos espertos, eu não tenho dúvidas. Quer no capitalismo quer no socialismo.

Tiago R. disse...

A isso chama-se um pensamento infantil, da ordem do senso comum.

Felizmente que evoluímos disso há uns séculos.

Anónimo disse...

Na teoria. Na prática não.
Afinal a natureza, por muito que a queiramos contrariar, tem sempre razão.

Um exemplo: à luz da legislação actual, o Sr. e a Srª podem ficar em casa a criar a descendencia nos primeiros meses.

Ora como se sabe, os mamiferos, nos primeiros meses de vida, alimentam-se do leite materno.
Como é que se permite que um pai possa substituir a mãe, se na sua morfologia, não constam glândulas mamárias?

Era pegar nos legisladores e atirá-los pra ribeira!

Tiago R. disse...

Então para si o lugar das mulheres é em casa a dar de mamar aos filhos?? Cruzes!

Alguns factos:
1º A licença parental não se aplica às mulheres que trabalham a recibos verdes, por exemplo.
2º Os pais têm tanto direito a disfrutarem da paternidade quanto das mães.
3º Nem todo os bebés se aimentam de leite materno.
4º É possível alimentarem-se de leite materno sem a mã estar em casa. (use a imaginação!)
5º Será porventura ocioso discutir isto, mas os homens por acaso até têm glândulas mamárias, só na maior parte dos casos não estão desenvolvidas.

É preciso actualizarmo-nos.

Anónimo disse...

Muito bem.
Para seguir escrupulosamente a legislação temos dois caminhos.
Ou compramos uma ordenhadora, coisa naturalissima nos dias que correm, ou vamos desenvolver as glândulas mamárias masculinas, e, por via disso, induzir a produção leiteira!

Pobre Darwin.