sábado, 15 de janeiro de 2011

nada que não soubéssemos já

No histórico encontro entre Carlos César e Berta Cabral esta afirmou: "O que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide."

Nada que não soubéssemos já, mas que, de qualquer forma, é raro ouvirmos os líderes do centrão a assumir de viva voz.

Apesar da radicalizada vozearia e do dramatismo das polémicas fielmente reproduzidas na comunicação social, a verdade é que em relação às questões fundamentais do desenvolvimento, nada ou quase nada separa o PS do PSD. O PS impregnou a administração regional com os seus boys? Exactamente como o PSD fez no passado e gostaria de fazer de novo no futuro. O PS continua a agir apenas para reforço da sua influência eleitoral, sem qualquer rumo concreto para desenvolver este arquipélago? Pois nada de diferente o PSD fez e fará. Mesmo no Parlamento Regional, nesta última legislatura, tem havido vários momentos esclarecedores em que PS e PSD se unem como irmãos nas críticas e no voto para rejeitar propostas, especialmente dos partidos à esquerda.

Apesar da simulação da divergência, nada os separa de facto. É caso para dizer: "tão inimigos que eles são!"

3 comentários:

Anónimo disse...

Nem deixa de ser significativo que um dos assuntos da agenda fosse "o Casino" que está entalado na entulhada "Calheta de pero de Teive".
Interesses cruzados, herdados do final do período "centrão amarelista", com Berta Cabral (ela própria e depois o marido) como boys do projecto no início do período "centrão cesarista".

Anónimo disse...

Carlos César devia ter juizo.
Ontem abraçava o CDS, como se fosse possivel confiar naquela gente, hoje dá a mão a Berta Cabral, como se fosse possivel não serem rivais.

Anónimo disse...

Tanto com um, como com o outro, é tudo para S. Miguel.
Agente já sabe todos.