Apesar da menorização, esvaziamento, abandono e agora, corte contabilístico puro e simples a que as Juntas de Freguesia têm sido sujeitas, a verdade é que a maior parte delas continua a fornecer serviços absolutamente essenciais às populações, a fazer milagres de economia e omeletes sem quase quaisquer ovos.
Nunca é de mais enaltecer o que é o esforço voluntário de milhares de autarcas por esse país fora que, com empenho e dignidade, procuram fazer o melhor que podem pelas suas localidades, enfrentando dificuldades por vezes enormes e uma incompreensão generalizada. Este sim, é um exemplo de Cidadania com maiúscula.
Sobretudo, as Freguesias são o vértice da pirâmide do Poder Local Democrático, por serem as que mais perto estão dos cidadãos. Talvez por isso vemos tantos bons exemplos de empenhamento e honestidade dos seus autarcas e em todos os quadrantes partidários. Talvez por isso também enfrentem alguma mal disfarçada hostilidade por parte das direcções dessas mesmas forças partidárias.
A prática política dos últimos anos têm-nas esvaziado cada vez mais de meios e competências. Com isso, rouba-se à própria democracia local o seu desenvolvimento e, para milhões de cidadãos, o primeiro nível de aprendizagem da cidadania. Era necessário inverter esta política e apostar de forma decidida numa verdadeira desconcentração de poderes, utilizando as Juntas de Freguesia como agentes locais empenhados e eficazes. Reforçar as freguesias é trazer o poder para mais perto dos cidadãos. Porque somos nós os presidentes da Junta.
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