quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

o ponto e o nó


Fica assim, contraditado, desautorizado e mesmo nada bem na fotografia o Secretário Regional da Economia, que afirmou peremptoriamente esta semana no Parlamento Regional, em resposta ao Deputado do PCP, que um processo não tinha nada a ver com o outro.

Os estaleiros de Peniche, em troca de investirem 6 milhões de euros para reanimar os estaleiros da Madalena (propriedade do Governo Regional através da APTO, SA) queriam, à margem de toda a legalidade diga-se, que lhes fosse adjudica a construção dos novos navios de passageiros para as ilhas do triângulo, no valor de dezenas de milhões. Um bom negócio.

Nada de novo. É uma postura habitual de muitas empresas no seu relacionamento com o Estado. Se, por um lado, o Governo Regional foi pressionado para aceder a este negócio e recusou, fez muito bem, pois não tem nada de pactuar com o que é potencialmente uma fraude séria. Mas se, por outro lado, deu a entender aos estaleiros que esse entendimento seria possível, por forma a conseguir "mostrar serviço" em termos de captação de investimento para a Região, então, estamos perante uma actuação extremamente grave que põe em causa a sobrevivência política de Vasco Cordeiro.

Esclarecimentos sobre esta matéria duvido que venhamos a ter. O que resta, afinal, é mais uma perda para os Açores e para o país: nem se retoma na Região a construção e reparação naval, nem os nossos novos navios serão construidos por estaleiros portugueses. Outro resultado seria difícil num país onde nem empresas nem governantes dão qualquer ponto sem nó.

2 comentários:

Anónimo disse...

É-se preso por ter cão e preso por não ter cão.

Sem capital e sem investimento, não há emprego.

Tiago R. disse...

Ok, mas será assim tão difícil cumprir a lei?