quinta-feira, 7 de abril de 2011

resistir

Como previsto, Portugal acaba oficialmente de pedir ajuda ao FMI ou ao Fundo Europeu de Estabilização financeira, como quiserem.

Ouvimo-lo da boca de um José Sócrates preocupado com a sua imagem (como mostrou o directo da TVI ) e muito mais crispado do que o costume. Estará certamente preocupado com a jogada político-eleitoral para roubar o espaço a Passos Coelho, por um lado, e condicionar definitivamente a actuação do novo governo, seja ele qual for, por outro.

Apesar desta fortíssima chantagem que se impõe ao povo português, em que a concessão de um empréstimo "de ajuda" envolve como contrapartida a destruição do resto da economia nacional e a sua entrega directa aos interesses estrangeiros, a verdade é que hoje nada ficou decidido sobre o nosso futuro.

Em primeiro lugar as opções e posicionamentos do novo governo em relação a este pedido de ajuda serão determinantes. Mas, ainda mais importante, será a contestação social e a capacidade dos portugueses de travarem na rua as medidas que nos pretendem, uma vez mais, espoliar. Basta recordarmos como, em 1983, foi possível deter muitas das políticas mais inaceitáveis que o FMI nos quis impôr. E, recuando um pouco mais longe, é tempo de fazer apelo ao espírito de resistência celtibero, corporizado no nosso mítico Viriato, na imagem. Resistir ao estrangeiro e aos que pretendem vender a Pátria continua a ser a essencial. O que suceder ao país daqui para a frente continua a depender de cada um de nós.

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