Sob o verniz modernaço, social e supostamente eficiente da direita moderna, afinal (mal) se esconde o saudosismo da boa e velha repressão policial dos movimentos sociais. Uma forma antiga e fácil de fazer política, que está solidamente implantada na matriz ideológica do PSD e do CDS-PP.
Sobretudo confundem a sua legitimidade eleitoral dos representantes eleitos com uma espécie de transferência da soberania que é popular para os governantes. Como se os governos, entre eleições, tivessem carta branca para impôr as soluções que a sua arbitrariedade lhes ditar. E, dotados dessa suposta legitimidade pudessem usar o bastão em vez do diálogo.
Esquecem que a democracia é sobretudo um contrato entre eleitores e eleitos, no qual os primeiros escolhem os segundos para executar um programa pré-definido, apresentado no período de campanha eleitoral. Esse contrato, o Governo rasgou-o quase no primeiro dia após a sua posse. A sua legitimidade é zero.

1 comentário:
Este blog, pelos vistos, resuscitou!
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