quinta-feira, 27 de outubro de 2011

então o mundo não acabou?

50% da dívida grega foi perdoada após renegociação e, afinal, não se abriram as cataclísmicas falhas sísmicas na zona Euro, de que falava o Governador do Banco de Portugal; nem os mercados entraram em paralisía histérica; nem os investidores arrancaram os cabelos da cabeça e às mãos cheias, nem fugiram para outras paragens. Pelo contrário, as bolsas recuperaram e até foi um Passos Coelho todo bem disposto a dizer-nos que esta solução alivia a pressão sobre Portugal.

Agora, sim, vai ser difícil manter a tal narrativa política dos sacrifícios, sobretudo porque, agora, os portugueses sabem que não estão condenados ao pagamento de uma dívida que não criaram e que a renegociação não só é possível, como até parece ser uma boa solução. E que, no fim de contas, os sacrifícios nada têm a ver com a dívida. São apenas a opção do Governo PSD/CDS, na sua tentativa de destruição do Estado Social. As declarações recentes do Governo deixaram-no na posição vergonhosa de ser mais papista que o Papa quando se trata de sacrificar os próprios interesses nacionais. Que legitimidade lhe resta ainda?

3 comentários:

Anónimo disse...

em relacao a portugal nao tens razao:
portugal se entrasse em incumprimento sem a ajuda e autorizacao do FMI e UE ia entrar em colapso total, ia ser tipo 1929. Portanto para incumprir precisamos de pedir autorizacao ao FMI e UE, eles so irao permitir isso se cumprirmos um programa de austeridade. Nao ha volta a dar, ou temos austeridade duma forma ou temos da outra. Qual e' a que tu preferes? Fingir que ha outras alternativas e' enganar as pessoas. Alias so podia ser assim pois um pais que vive do dinheiro dos outros tem de passar a consumir menos em algum ponto da sua existencia, certo? Esse consumir menos e' a tal austeridade. 1+1 = 2, o pcp consegue mudar isto ?

Tiago R. disse...

O problema é que a austeridade é só para alguns.
Os bancos e as grandes empresas portuguesas continuam a ver intocados os seus interesses e benefícios.

Conseguimos mudar, sim, se utilizarmos os meios que nos emprestam para aumentar a produção nacional, em vez de mais estímulos para o sector financeiro!

Anónimo disse...

o sector financeiro devia ser reduzido a um estatudo entre o privado e o publico, aquilo rebenta de x em x decadas como tal nao e' viavel e nao merece ser privado nem dar grandes lucros a quem no fundo depende do estado