quarta-feira, 19 de outubro de 2011

onde está o crescimento?


Já aqui escrevi que o Orçamento de Estado se esqueceu completamente de toda e qualquer medida para estimular o crescimento económico. E uma análise mais aprofundada confirma-o.

O Governo está apenas preocupado com a estabilidade orçamental e a "solidez financeira" a curto prazo, sem se importar de deixar Portugal entre os mais pobres países do mundo dentro de alguns anos, condenando as futuras gerações de portuguesas a um longo e árduo caminho de lenta recuperação económica.

Um caminho de que não se vislumbra o primeiro passo. Porque dizer que em 2013 se começará a recuperar é um completo logro político ou, então, a fé cega nalgum milagre divino. Esperar inverter num ano uma recessão de 2,9%, com um serviço da dívida cada vez maior, com uma carga fiscal cada vez mais pesada, com cada vez maior desemprego, com apenas mais meia hora de trabalho (não remunerado, claro) é, pelo menos, um insulto à inteligência dos cidadãos.

Mas, a austeridade é certamente uma solução pouco inteligente e ineficaz. O avolumar da recessão vai acabar por pôr em causa as receitas do Estado, a começar pelas fiscais, comprometendo a tal ansiada estabilidade orçamental.

O PSD e o CDS-PP só sabem fazer o que a sua cartilha ideológica prescreve, mesmo contra a toda realidade e o seu orçamento tem, consequentemente, as prioridades invertidas. Será do crescimento que poderá vir a estabilidade orçamental. Nunca o contrário.

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