sábado, 29 de outubro de 2011

onde iremos parar?

A nova cultura contestatária desenvolve-se em múltiplas frentes, também na expressão gráfica. Vale mesmo a pena ver, sentir e sobretudo pensar.

e já agora aqui também.

É impossível não pensarmos em 68 ao ver o crescimento e consciencialização de uma nova geração disposta a pensar e a mudar o mundo. E certamente que nos orgulha essa herança, mas nitidamente não somos prisioneiros dela.

Gostei muito de ler uma frase numa das ilustrações: "Somos muitos. Não temos medo." A mensagem simples de uma geração que já não tem nada a perder (emprego precário, a casa hipotecada, a família adiada, sonhos sine diae) e que por isso começa a ficar sem razões para ter medo. Aprendem, no protesto, que afinal não estão sozinhos, que o seu problema é o problema de milhões de outros jovens dos países mais desenvolvidos do mundo, e não só. Afinal são mesmo muitos.

E muitos deles sentiram pela primeira vez durante este ano o que é o poder da multidão. Até onde irão para realizar o que sonharam?

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