quinta-feira, 27 de outubro de 2011

a proporção da pobreza


Suspeito sempre que este limiar da pobreza é uma fronteira abstracta e imaginária porque, a enfrentar dificuldades sérias para fazer face às necessidades básicas, desconfio que sejam muito mais do que um terço dos açorianos. A clivagem entre um terço e outro aprofunda-se. E ai de quem se deixar apanhar no lado errado da proporção...

Se aplicação do modelo neo-liberal de baixos salários e economia de mercado foi desastrosa para Portugal, foi-o triplamente para os Açores. A Autonomia podia ter sido o instrumento decisivo para a convergência com o continente, mas ao PSD, primeiro, e ao PS, depois, faltou sempre a coragem política para usar toda a extensão das nossas competências consagradas na Constituição e, sobretudo, faltou a vontade e a visão para perceber que o regime autonómico estava (está) a falhar as expectativas dos açorianos e que era (é) urgente mudar de rumo.

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