quarta-feira, 23 de novembro de 2011

bye bye base

Declarações recentes do Secretário Norte-americano da Marinha colocaram na ordem do dia, ainda que de forma não definitiva, a possibilidade de os Estados Unidos abandonarem completamente a Base das Lajes. Um facto que, a concretizar-se, de forma abrupta e total, trará um conjunto gravíssimo de problemas para os Açores e para a Terceira.

Importa lembrar que a presença americana na Base das Lajes manteve-se todos estes anos também devido às facilidades, benesses e estatuto especial que o Estado Português sempre lhes concedeu.

Os EUA, pelo seu lado, há muito deixaram de pagar qualquer compensação financeira direta à Região que utilizam, do ponto de vista açoriano, gratuitamente. Criaram um gravíssimo problema ambiental na Praia da Vitória, que tentaram negar enquanto puderam e no qual só agora, contrariadamente, se coresponsabilizam.

Os empregos diretos criados pela Base, embora ainda importantes, têm vindo a ser gradualmente reduzidos e o nível da conflitualidade laboral é elevado. Continua a existir – e não pode ser esquecida – uma dívida substancial para com os trabalhadores pela não aplicação do inquérito salarial.

Ainda recentemente o Acordo da Base foi revisto, tendo o Estado Português, subservientemente, cedido em todos os pontos às reivindicações americanas. Aliás, estas negociações foram precedidas de promessas (como o campo de treino de caças) e ameaças de maiores reduções de postos de trabalho, por parte de responsáveis norte-americanos. Será que estas declarações do Secretário da Marinha indiciam a vontade de obter mais vantagens ainda?

A sua longa presença criou uma relação que não é só histórica e afetiva, mas também económica. Condicionou, em boa parte, todo o modelo de desenvolvimento da ilha Terceira, criando uma efetiva dependência das atividades ligadas à Base. Não é admissível que, depois de décadas de utilização dos recursos e mão-de-obra açoriana, pouco ou quase nada deixando em troca no arquipélago, os americanos se limitem a fechar a porta e a atirar um seco “bye-bye!” do cockpit dos seus aviões.

6 comentários:

Anónimo disse...

De vez em quando, eles fazem estas fitas.

Sobretudo quando querem desvalorizar exigências.

Não se faz caso.

Anónimo disse...

Por uma lado dizes que eles sao necessarios a terceira, por outro lado dizes que eles nunca deram nada a terceira.

Tiago R. disse...

Os empregos são necessários também para os americanos, não são um favor aos portugueses!

Anónimo disse...

Pois é, existem comentários muito despropositados e sem qualquer ponto de honra (tal como este). É verdade que os americanos já não pagam para cá estar...até por isso mesmo deveriamos desprezar os 105 milhoes de euros que ficaram na região de forma directa (rendas, salários, obras, contractos vários etc) uma vez que foi um dos piores anos da ultíma década (mesmo o pior). Para quem não sabe o comentário daquele senhor apenas constatou um estudo que a Força Aérea Norte Americana está a levar a cabo em todo o mundo (assim como o nosso país) para tentar cortar nos custos supérfulos (até porque ele nada tem a ver com esta negociação, directamente), nunca na entrevista disse que se iriam embora. Outro facto mal explicado está a conivência do governo portugês em alterar o acordo laboral...o acordo é com o governo, e como bons cavalheiros negociaram com eles (com contrapartidas engraçadas e do conhecimento de muitos poucos), e todos os outros problemas foram alvo de parecer da Força Aérea Portuguesa (e respectivos advogados) e referidos como legais e de boa fé. Graças a deus não somos dependentes da base, mas se somarmos o consumo privado de todos os militares amaericanos, ao dinheiro já gasto pelo governo (aproximadamente 105 milhões que o governo nunca assumirá) bem que preferia que os nossos governantes se fossem embora e que mais destes viessem...eu digo: "Venham eles que são MUITO BENVINDOS"

Anónimo disse...

despropositado porque ? o artigo esta confiso. despropositado e ser mal-educado sem justificacao.

Anónimo disse...

Peço desculpa de fui mal educado sem justificação...não era essa a minha intenção...apenas não gosto de ler artigos de opinoão sobre assuntos que os opinantes não dominam (como foi o caso~na minha opinião)...mais, acho que nada mais fiz do que exercer o meu direito de opinião, e de elucidar as pessoas para assuntos pouco claros...por fim, é obvio que estes assuntos têm de ser falados mas só se conhece um lado da verdade...os conflitos laborais existem e são provenientes de menos de 2-3% dos trabalhadores (o que na minha opinião não chega para ser considerado um problema de conflitos) já que NOS os outros estamos muito bem obrigado...