quarta-feira, 2 de novembro de 2011

cumprir o juramento

O descontentamento dos militares cresce, anunciando uma importante e significativa manifestação pública, mesmo desafiando o parecer do PGR, no próximo dia 12 de Novembro. Anotem a data.

Sim, a base do protesto são sobretudo as suas próprias reivindicações socio-profissionais, mas declarações de vários dirigentes associativos permitem perceber em que medida os militares são, e se sentem, cada vez mais, intérpretes de um descontentamento que atravessa toda a sociedade. Não assitirão passivamente ao desmoronar do Portugal do pós-25 de Abril e do próprio regime democrático, nem ao sacrifício da independência nacional.

E vale a pena lembrar as palavras do seu juramento: "Juro, como português e como militar, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis da República, servir as Forças Armadas e cumprir os deveres militares. Juro defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida." Não acredito que o deixem por cumprir.

4 comentários:

geocrusoe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cefariazores disse...

Erros já vi serem repetidos, a história não.
Não é porque o 25 de Abril acabou em democracia, após uns tempos de incerteza, que um novo golpe militar daria um futuro melhor a Portugal.
Aliás não acredito que tal fosse mesmo conveniente num mundo globalizado e nós em revoluções internas lideradas por militares.

Anónimo disse...

Quem diria. A apologia aos golpes de estado, está a ser novamente editada.

Tiago R. disse...

Caro Cefaria:
Também não tenho a certeza se um golpe militar, ainda que com apoio popular, fosse a melhor coisa para o país.
Mas quis lembrar que há limites que não podem ser atravessados, em nome de nenhum pacto ou de nenhum défice. E há quem tenha por função e juramento defender esses limites.

Caro anónimo:
O 25 de Abril não foi um golpe de Estado. Foi uma Revolução, mesmo.