sexta-feira, 11 de novembro de 2011

o sonho de Arafat


Quase vinte anos depois dos Acordos de Oslo, que Arafat assinou com Yitzhak Rabin, a retirada das forças israelitas da faixa de Gaza e da margem ocidental do Jordão continuam por cumprir, inviabilizando a criação efectiva de um Estado Palestiniano livre e independente. Pelo contrário, o Governo Israelita, aproveitando o facto de a atenção da opinião pública mundial estar virada para a crise financeira, tem mantido o cerco a Gaza e acelerado, nos últimos tempos, a construção de colonatos, como forma de tentar matar definitivamente o sonho de uma Palestina livre. O que os falcões militaristas que dirigem o estado de Israel ainda não perceberam é que, sem um estado palestiniano, não haverá paz. Mas, na verdade, o seu próprio poder interno depende, em boa medida, de um estado de guerra permanente, daí que a paz não esteja no topo das suas prioridades...

Arafat conseguiu atravessar essa fronteira simbólica e perceber, há muitos anos, que o único caminho para a paz era a coexistência. Teve a enorme coragem de levar a OLP a reconhecer o Estado de Israel, enfrentando a oposição dos sectores mais radicais.

Um homem corajoso, que sobreviveu a inúmeros atentados dos assassinos da Mossad, que lutou toda a sua vida pela libertação do seu povo, e que teve a sabedoria entender que a vitória só é possível trilhando os caminhos da paz. O sonho de Arafat continua e vai continuar a ser sonhado por todos os palestinianos.

5 comentários:

Anónimo disse...

a uniao sovietica apoiou e incentivou a criacao do estado de israel, feito a custa duma limpeza etnica !

alias foi a propria Uniao Sovietica que apresentou a proposta na ONU para reconhecer o estado de israel, a politica externa tem destas coisas esquisitas.

Tiago R. disse...

Não me compete, definitivamente, explicar as motivações da antiga URSS, mas talvez eles tenham entendido muito anos antes dos radicais islâmicos e dos falcões militaristas de israel que a coexistência é a única solução para a paz.

Anónimo disse...

coexistencia? os israelitas tinham acabado de fazer chacinas em aldeias palestinas, matando mulheres, criancas, idosos...

a Uniao Sovietica nao estava a pensar em coexistencias num cenario destes, estavam sim a dar razao ao criminoso por razoes de politica externa

Tiago R. disse...

Se a razão era o impedir uma 3ª guerra mundial a ser despoletada no Médio Oriente, eu até percebo...

Tiago R. disse...

E as chacinas continuam...