quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

acto de contrição

Há alguns dias atrás critiquei aqui o artigo da Deputada independente do PS, Isabel Moreira, pela falta de consequência das suas críticas ao Orçamento de Estado. Estava enganado e, sem sacrifício, retracto-me.

Com a sua atitude, ao aprovar as propostas de PCP, PEV e BE para manter os subsídios de férias e de natal, Isabel Moreira honrou o cargo que ocupa e, simultâneamente, pôs a nu o desvario e desespero da actual liderança do PS, que ainda não conseguiu superar nem o sentimento de orfandade pós-Sócrates, nem o absoluto vazio ideológico e indecisão que caracteriza José Seguro.

5 comentários:

Anónimo disse...

OK, tens nocao que ias pagar os subsidios com dinheiro emprestado vindo do estrangeiro ?

Tens nocao que isso nao eh sustentavel pois so emprestam se aceitarmos cortar o defice?

Tens nocao que a proposta do PCP nao faz sentido a nao ser que se aceite as consequencias de nos pararem de emprestar?

OK, sei o que vais dizer, que podiamos ir buscar o dinheiro aos ricos. Isso claro, faria com que eles deixassem o pais e levassem o capital pois nao ha controlo de capitais na Europa e no mundo ha muito poucos. Ou seja por essa via destruias o investimento no pais.

O PCP fazia um favor ao pais se ajudasse numa oposicao com alternativas crediveis em vez de se queixar por o mundo nao ser perfeito.

Tiago R. disse...

O que não é sustentável é pagar milhares de milhões de euros de juros. O dinheiro que se põe nos bolsos dos portugueses que trabalham (ao contrário do que acontece com os portugueses que exploram e exportam o capital para o estrangeiro) é directamente reinvestido na economia por via do consumo, com efeitos positivos na venda das empresas e no emprego.

Se o FMI não nos quisesse emprestar dinheiro havia mais quem o fizesse.

Se queriam mesmo controlar o défice, não isentavam as empresas do off-shore da Madeira, por exemplo.

Parem de insultar a inteligência das pessoas, sff!

Anónimo disse...

ERRADO, se o FMI nao nos emprestar o dinheiro ninguem mais o fara, NINGUEM !Pelo menos a taxas comportaveis. Se quiseres pagar 14% ai talvez consigas alguem. A razao para isso eh que portugal nao vai pagar tudo (como alias tu defendes).

O FMI ja nos esta a dar taxas demasiado baixas, a razao principal eh que eles nos podem obrigar a determinadas politicas que garantem o investimento.

Com outros credores isso nao iria acontecer e terias de pagar 14% a 10 anos.

Nao vez a contradicao OBVIA entre quereres que portugal nao pague o que deve e ao mesmo tempo exigir taxas de juro baixas? O PCP assim nao ganha credibilidade, olha que o povo pressente estas coisas.

Tiago R. disse...

Enfim, a discussão é académica, mas recordo a demonstração de disponibilidade por parte de Dilma Roussef ou mesmo, ainda que em menor grau, de Eduardo dos Santos.

O Povo não pressente, meu caro, o Povo sabe quem é que o anda a enganar com as "inevitabilidades" só para alguns.

Anónimo disse...

Academica? A Dilma disse aqui no Brasil que o estado so investe em divida AAA. E disse-o varias vezes.

Mas tu achas logico que deixas de pagar a divida e que a seguir te vao emprestar mais a um preco comportavel ? Usa a cabeca.

E que se achas isso possivel quero pedir-te emprestado. E quanto mais melhor.