segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

germanófilos

Há provavelmente muito mais coisas que unem Sidónio Pais, Salazar e Pedro Passos Coelho, mas a sua simpatia germanófila é cada vez mais indisfarçável. No caso de Sidónio Pais, um claro alinhamento com o imperialismo prussiano, no de Salazar uma contrariada neutralidade colaborante com o III Reich e, no de Passos Coelho, o apoio entusiástico às imposições de Berlim.

A ideia de impor às gerações futuras, por via da Constituição, uma determinada política orçamental e certos limites ao défice é um verdadeiro golpe de estado constitucional, que pretende roubar ao Povo Português qualquer direito a decidir sobre a condução do seu próprio Estado, pondo-o ao serviço do interesse germânico. Soa familiar, não soa?

6 comentários:

Anónimo disse...

es xenofobo tiago ?

nunca li nada de tao absurdo, irracional e racista neste blog, novo record absoluto para baixo.

eu tenho a certeza que tu nem sequer entendes nada destes assuntos financeiros senao nao escrevias coisas tao absurda pois uma politica de disciplina orcamental so beneficia o pais que a tem e se estamos na merda eh exactamente por nao termos tido essa mesma disciplina orcamental que agora vamos passar a ter.

mas isto faz-me lembrar que o PCP sempre foi um dos maiores apoiantes do aumento da divida e que votou sempre todos os aumentos de despesas e ajudou a falir portugal - nisso ao menos es totalmente coerente...

mas como nao leio blogs RACISTAS vou deixar de aparecer, mas olha q tu davas um bom carrasco nos Gulags do Stalin, la isso davas... com esse odio todo irracional ias gostar de matar em nome da tua religiao, estarias bem integrado

e nisto devo dizer que os comunistas sempre foram iguais aos nazis, tu davas um bom nazi

Tiago R. disse...

Caro anónimo:
Uma vez que ao argumento preferiu o insulto, não tenho nada para lhe responder.
Quanto ao resto, não faz cá falta.
Boa viagem!

Manuel Moniz disse...

Há dezenas de coisas que afastam estas três personagens umas das outras, a começar pelo seu relacionamento com o público: Sidónio Pais narcisista e dependente de multidões, Salazar que sempre temeu falar em público e Passos Coelhinho que todos sabemos do que gasta a casinha pobrezinha e honradinha do Portugalzinho que já enjoa... Quanto a simpatia germanófila, Portugal tem-na demonstrado quase desde a sua entrada para a UE (antiga CEE) já que sempre tem vergado a espinha aos alemães. O Salazar era tão germanófilo que era por Portugal que os judeus escapavam para os EUA na Segunda Grande Guerra e que permitiu carta livre para todos os que cá aparecerem fugidos aos nazis... Salazar sempre jogou para os dois lados e nisso era mestre. Faltam-te aí umas aulas de História, meu rapaz.

Tiago R. disse...

Foi a situação colonial portuguesa, bem como os tratados e alianças com os ingleses que obrigaram Salazar a permanecer relativamente neutral.
E digo relativamente porque, basta ver o que aconteceu ao Aristides de Sousa Mendes por ter passado vistos que salvaram milhares de judeus.
Mas, as convicções, aliás publicamente confessadas por Salazar, eram nitidamente pró-nazis.

Certamente que me faltam muitas aulas de história, mas tento que não me faltem assim tanto as de boas maneiras.

Manuel Moniz disse...

Quando se demonstra a alguém por A+B que ele não está certo somos acusados de não ter boas maneiras? Essa é boa!

Tiago R. disse...

O que você procurou demonstrar só você entende.
Por outro lado, objectivamente não o acusei de nada, por isso limito-me a registar a sua pressa em enfiar a proverbial carapuça.

Feliz ano novo!