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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

conceitos de duvidosa utilidade

“Considero-me tão deputada dos Açores como qualquer outro”!

Palavras sensatas de Ilda Figueiredo ao Açoriano Oriental desta segunda-feira, aquando da sua passagem mais recente pelos Açores, acompanhada pelo colega de bancada – João Ferreira, também eleito pela CDU ao Parlamento Europeu (PE).

Referia-se ela certamente a um erro conceptual, artificialmente sustentado pela maioria dos média regionais, que consiste no facto de apenas se considerarem no PE, como representantes dos Açores, o deputado do PS - Luis Paulo Alves e a deputada do PSD – Mª do Céu Patrão Neves.

Ora qualquer destes dois deputados, independentemente da sua origem ou área de residência, integraram listas nacionais e foram eleitos com votos de todo o país. Antes de tudo, são portanto deputados portugueses, do PS e do PSD, no PE. Por mais que nos Açores digam o que bem entenderem dizer, em Bruxelas (com maior ou menor convicção) votam várias vezes em sentido diverso do dos interesses açorianos e a favor de interesses alheios. Por exemplo, por muito que lhes custe admiti-lo, foram cúmplices perfeitos na aprovação do Tratado de Lisboa que retirou a nossa soberania completa sobre a Zona Económica Exclusiva. Também por isso, na ocasião própria, tiveram de ser deputados, não dos Açores, mas da Madeira, para garantir a aprovação no PE de uma resolução favorável à solidariedade financeira da União para com aquela Região.

A força dos Açores no PE não se altera significativamente pelo facto de naquele parlamento existir um deputado ou outro, natural ou residente nos Açores, mas sim pelo facto de os partidos portugueses nele representados, ou mesmo os deputados portugueses no seu conjunto, assumirem ou não, em paralelo com as outras, as suas responsabilidades para com a Região.

Precisamente conscientes dessa responsabilidade, foram vários os desafios referidos ou deixados por Ilda Figueiredo e João Ferreira no respeitante aos Açores. De entre eles, destacamos:

Defendendo o estímulo ao mercado interno, estes deputados do PCP propuseram no Parlamento Europeu a dinamização de um mercado inter-ilhas, bem como no espaço da Macaronésia, como forma de melhorar o escoamento e incentivar a produção regional.

Considerando que os açorianos devem ter o direito a produzir o que entenderem e a definir livremente os moldes do seu desenvolvimento, defenderão em Bruxelas a criação de um Programa de Desenvolvimento Integrado para a Região, na base do qual se deverão reforçar os apoios específicos da UE aos Açores.

Irão defender ainda a criação de uma linha de crédito para apoio às cooperativas que comercializam adubos e outros factores de produção na Região.

Afirmam que o fim das quotas leiteiras não é inevitável e, destacando como central a defesa desse regime, apresentaram recentemente no PE uma iniciativa que visava a anulação da decisão de acabar com elas, mas que foi chumbada. Onde estavam, na ocasião, os outros senhores deputados dos Açores? É que o PS, o PSD e o CDS votaram contra…

Mário Abrantes

terça-feira, 13 de outubro de 2009

sobre os resultados no Faial

Tendo estado envolvido directamente na campanha para a reeleição de José Decq Mota, era incontornável que me referisse os resultados eleitorais do concelho da Horta.

E, da mesma forma, também não seria possível deixar de qualificar este resultado como extremamente negativo. A CDU deixa de estar representada na Câmara Municipal (onde antes tinha dois vereadores) e vê o seu grupo municipal reduzir-se de 4 para 2 elementos. Este resultado não deixou de surpreender todos, da esquerda à direita, quando ainda na semana anterior uma sondagem de um jornal local apontava para um resultado da CDU entre 15 e 19% dos votos.

Certamente muitíssimos factores contribuiram para este desfecho e, sem pretender ser exaustivo, enumero apenas alguns deles:

- A prolongadíssima campanha que, diariamente através dos meios comunicação social locais, procurou silenciar a obra dos vereadores da CDU e transmitir a ideia de que estes se tinham silenciado ou acomodado. A CDU não fez porventura a melhor gestão da comunicação nos últimos anos, ao contrário do que a situação de acordo pós-eleitoral com o PS exigia. Era preciso explicar detalhadamente aos faialenses o que é que se estava a fazer e para quê. E tal, infelizmente, não foi feito eficazmente e por múltiplas razões.

- A postura de lealdade perante o acordo firmado com o PS, que fez com fossem os vereadores da CDU a virem a terreiro defender o conjunto da obra camarária, assumindo esse ónus, enquanto os vereadores do PS se abstiveram de responder a críticas e se limitaram a reclamar como sua a obra da CDU.

- A forma como muitas das propostas que a CDU apresentou em Março passado, acabaram por ser adoptadas e reclamadas como suas por parte das outras candidaturas: a criação de um orçamento participativo, a reformulação do trânsito e estacionamento no centro da cidade, os programas de apoio à reabitação jovem do centro histórico, o trabalho em rede na área social e a criação de uma Casa das Artes no Banco de Portugal são apenas alguns exemplos.

- A gigantesca disparidade de meios, numa campanha em que PS e PSD "puxaram os cordões à bolsa" e encheram, desde há meses, a ilha de dispendiosos outdoors e cartazes. Durante a campanha houve de tudo: jantares gratuitos e porcos no espeto para centenas de pessoas, abundante distribuição de t-shirts e mais pronto-a-vestir, canetas, pens, e múltiplo merchandising, com o qual, naturalmente, a CDU nunca poderia competir e que terá tido impacto junto de algum eleitorado.

- Factores mais mediáticos também terão contribuído, como a intensíssima cobertura da pré-campanha do candidato social democrata, com silenciamento das restantes. A que se somou também a publicação de uma sondagem que dava como garantida a eleição de um vereador da CDU, o que poderá ter desmobilizado alguns eleitores. Um incidente grave foi a publicaçãode uma objectivamente notícia falsa, no último dia da campanha eleitoral e portanto sem possibilidade de ser desmentida antes do acto eleitoral, sobre uma putativa penhora sobre os bens da Câmara da Horta, que nunca existiu.

Outros factores ainda, internos, relacionados com a própria organização e opções políticas da CDU, existirão e deverão ser avaliados e reflectidos colectivamente, no seio da própria coligação. E a eles regressaremos neste espaço.

A bipolarização e a situação de maioria absoluta na Câmara Municipal não auguram nada de bom para o concelho nos próximos anos. Estamos perante um sério recuo em termos políticos que pode significar a paralização ou abandono de alguns dos projectos estruturantes para o nosso desenvolvimento e enfrentaremos um quase certo adiamento da necessária modernização do concelho da Horta. Certamente que muitos, dentro e fora da CDU, não deixarão de lutar pelo melhor para a ilha do Faial. Mas, com este panorama, trata-se de uma luta que se tornou extraordinariamente mais difícil.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

na rua

Vamos andar mais na rua nos próximos dias. As desculpas aos leitores do Política.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

uma fraude alegre


Há aqui uma lição a ser aprendida por alguma esquerda, nomeadamente por sectores do BE, que depositaram em Alegre as suas esperanças sebastianistas do tal líder que havia de unir a esquerda e conduzi-la à vitória.

Penso que a razão do seu erro reside na velha confusão entre forma e contéúdo. Não basta ter um tonitroante discurso esquerdista. É preciso apoiá-lo em medidas, atitudes e coerências, que Alegre nunca teve.

Penso que a lição que essa esquerda tem de aprender é a seguinte: a desejável, necessária e, mesmo, absolutamente essencial convergência de esquerda só poderá ser construída sobre a sólida base de um projecto claro e concreto do que se pretende para o país e nunca sobre as águas pantanosas das vagas reminiscências ideológicas apregoadas por líderes mediáticos.

Apesar de tudo, esta saída de Alegre pela direita baixa, acaba por despoluir e muito o ambiente necessário para a construção de um verdadeiro diálogo à esquerda. O novo quadro parlamentar que emergir das eleições e as opções de cada um dos partidos perante ele serão decisivas para a possibilidade desse diálogo. Mas sempre com seriedade e coerência.

jornal de campanha - II

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

alternativa de verdade

Da apresentação do Programa Eleitoral da CDU às eleições legislativas, realizada ontem ressaltam alguns aspectos importantes.


Ao contrário dos que, sob o argumento do bicho papão da direita, do PSD, nos tentam fazer aceitar outra direita, a do PS, ou dos que, como o BE, com vagos subentendidos, vão deixando clara a sua disponibilidade para integrar uma putativa maioria parlamentar, a CDU afirma-se efectivamente como a única verdadeira alternativa de esquerda a José Sócrates.

Outro aspecto importante é a recuperação da noção (e da palavra) patriotismo, nos rumos para o país. Como é dito na introdução ao Programa Eleitoral da CDU: "Patriótico porque o novo rumo e a nova política que Portugal precisa tem de recolocar no centro da orientação política a afirmação de um desenvolvimento económico soberano, a redução dos défices estruturais, a defesa intransigente dos interesses nacionais articulada com a necessária cooperação no plano europeu e internacional." Para alguns sectores da esquerda, que enfermam duma visão infantil sobre o internacionalismo, a noção de patriotismo é chocante. No entanto, esta é (e sempre foi desde a sua fundação em 1921) uma questão central para o PCP. É que é perante o nosso povo, o povo português e não outro, que as forças políticas têm de responder pelas suas opções. É ao povo português e não a outro que têm de dar respostas.

Perante a nossa direita tramontana, que procura a todo o momento ressuscitar o defunto conceito de nação (que está muito mais relacionado com um determinado sistema político) e perante o internacionalismo-vende-pátria liberal, a única alternativa é a afirmação de uma polítca patriótica, de defesa dos interesses do povo português, em cooperação e amizade com os outros povos do mundo. Esse é o caminho da CDU. Esteja ou não na moda, seja ou não mediático.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

influência

Ilda Figueiredo foi re-eleita Vice-Presidente do Grupo Parlamentar da Esquerda Unitária Europeia (GUE-NL)

E Luís Paulo Alves? E Maria do Céu Patrão Neves? Serão mais que meras sombras apagadas, desconhecidas mas obedientes às disciplinas das respectivas bancadas parlamentares? No fundo, o que é que pesam? O que é que influenciam?

sábado, 30 de maio de 2009

diferenças

Ilda Figueiredo abdica de duplicação de salário de eurodeputado e desafia outros candidatos a optar

Então? Alguém mais está disposto a ter a mesma atitude? Ou preferem que se imponha um imposto europeu para financiar os salários (base) de 8.000 Euros?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

mar nosso


Na batalha pela gestão dos nossos mares, ao contrário de outras forças e vozes que derrotadas à partida, até porque aprovam o Tratado de Lisboa, e que vão prometendo tudo o que sabem que não irão cumprir, a CDU avança com a proposta arrojada de exigir o alargamento da nossa zona exclusiva.

Só partindo de uma exigência elevada, poderemos conseguir compromissos e negociações vantajosas. Uma postura que marca a diferença.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

mais com menos


Lamenta-se que a edição online tenha resolvido nem colocar a foto do entrevistado no artigo. Silenciamentos? Yo no creo en las bruxas...

Destaca-se a afirmação de que os deputados comunistas trabalharam mais em prol dos Açores do que os deputados açorianos do bloco central. Na edição em papel, fundamenta-se com o número de iniciativas directamente relacionadas com o nosso arquipélago, entre relatórios, pareceres e resoluções:

Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro: 14
Paulo Casaca e Duarte Freitas: 6 (2 pareceres, 1 resolução, 3 relatórios).

Sendo que a quantidade não será tudo, penso que fica demonstrado quais são afinal os deputados "dos Açores" ou que, sem o ser, na prática defendem os interesses da Região. Afinal, mesmo pertencendo a uma família política de menor dimensão no PE, é possível fazer mais com menos.